«Se Cristo morreu e ressuscitou, é para ser o Senhor dos mortos tal como dos vivos» (Rm 14,9). Contudo, «Deus não é o Deus dos mortos, mas o dos vivos» (Lc 20, 38). Por conseguinte, os mortos de quem é mestre Aquele que vive não estão mortos, mas vivos; e a vida domina-os a tal ponto que eles vivem sem mais temer a morte. Assim como «Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais» (Rm 6,9), também eles são elevados e libertos da corrupção e não mais verão a morte. Terão parte na ressurreição de Cristo, tal como Ele mesmo tomou parte na nossa morte. CristoLeia mais →

Naamã era sírio e estava leproso, sem que ninguém o pudesse curar. Então, uma jovem prisioneira disse-lhe que havia em Israel um profeta que podia curá-lo da lepra. […] Já é tempo de descobrires quem era aquela jovem prisioneira. Era a figura da assembléia mais nova de entre as nações, isto é, da Igreja do Senhor. Antes, quando não possuía ainda a liberdade da graça, fora humilhada pelo cativeiro do pecado. Mas, a seu conselho, este povo que não era ainda um povo escutou a palavra dos profetas, da qual duvidara durante muito tempo. Em seguida, quando acreditou que devia segui-la, o povo foi purificadoLeia mais →

Entre as que trouxeram perfumes ao túmulo de Cristo, Maria Madalena é a única cuja memória celebramos. Cristo tinha expulsado dela sete espíritos (Lc 8,2), para dar lugar às sete operações da graça do Espírito. A sua perseverança em ficar perto do túmulo valeu-lhe a visão dos anjos e a conversa com eles; depois, após ter visto o Senhor, tornou-se Sua apóstola junto dos apóstolos. Instruída e plenamente assegurada pela boca de Deus, vai anunciar-lhes que viu o Senhor e repetir-lhes o que Ele lhe disse. Consideremos, meus irmãos, quanto Maria Madalena cedia em dignidade a Pedro, o chefe dos Apóstolos, a João, o teólogoLeia mais →

No último dia, a morte será vencida. Após o suplício da cruz, a ressurreição de Cristo contém misteriosamente a ressurreição de todo o Corpo de Cristo. Assim como o corpo palpável de Cristo foi crucificado, amortalhado e, de seguida, ressuscitado, assim também todo o Corpo dos santos de Cristo foi crucificado com ele e já não vive em si. Mas quando chegar a ressurreição do verdadeiro Corpo de Cristo, do Seu Corpo total, então os membros de Cristo, agora semelhantes a ossadas ressequidas, serão reunidos articulação por articulação (Ez 37, 1 ss.), cada um encontrando o seu lugar, para que «cheguemos todos ao homem adulto,Leia mais →

«Não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago». Podemos perguntar por que motivo leva Jesus sempre estes discípulos, e deixa os outros. Já quando Se transfigurou no monte estes três O acompanhavam. […] Os escolhidos são Pedro, sobre quem foi construída a Igreja, bem como Tiago, o primeiro apóstolo a receber a palma do martírio, e João, o primeiro a enaltecer a virgindade. […] «Entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: “Talitha Kum”, que significa: “Menina, Eu te ordeno: levanta-te”. Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos».Leia mais →

«Alegrem-se os céus, exulte a terra!» (Sl 95, 11). Este dia resplandece para nós com o esplendor do túmulo, que para nós brilhou com raios de sol. Que os infernos aclamem, pois abriu-se neles uma saída; que se alegrem, pois chegou para eles o dia da visita; que exultem, pois viram, após séculos e séculos, uma luz que não conheciam, e na escuridão da sua noite profunda puderam enfim respirar! Oh luz bela, que vimos despontar do alto do céu […], tu revestiste, com a tua súbita claridade, «aqueles que se encontravam nas trevas e na sombra da morte» (Lc 1,79). Porque, à descida deLeia mais →

Meus caros, Paulo, o apóstolo dos pagãos, não contradiz a nossa fé quando diz: «Ainda que tenhamos conhecido a Cristo à maneira humana, agora já não o conhecemos assim» (2 Co 5,16). A ressurreição do Senhor não pôs um termo à sua carne; transformou-a. O aumento da sua força não destruiu a sua substância; a qualidade mudou; a natureza não foi aniquilada. Crucificaram aquele corpo, ferrando-o a pregos: tornou-se inacessível ao sofrimento. Deram-lhe a morte: tornou-se imortal. Assassinaram-no: tornou-se incorruptível. E bem podemos dizer que a carne humana de Cristo não é, com efeito, a que tínhamos conhecido; porque nela deixou de haver vestígio deLeia mais →

«Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: «Por quê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» Mas faziam troça Dele.» Assim nos ensina Jesus a não temer a morte, porque não é uma verdadeira morte: de agora em diante, não é mais do que um sono. E, como Ele próprio ia morrer, prepara os seus discípulos, ressuscitando outras pessoas, para que tenham confiança Nele e não se assustem quando Ele morrer. Porque, desde a vinda de Cristo, a morte tornou-se apenas um sono. No entanto, faziamLeia mais →

«Cristo conheceu a morte, depois a vida, para se tornar o Senhor, tanto dos mortos como dos vivos» (Rm 14,9); «Deus não é o Deus dos mortos, é o Deus dos vivos». Dado que o Senhor dos mortos está vivo, os mortos já não estão mortos, mas vivos; a vida reina neles, para que vivam e deixem de temer a morte, do mesmo modo que «Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre» (Rm 6,9). Ressuscitados e libertados da corrupção, já não verão a morte; participarão da ressurreição de Cristo, como Ele próprio teve lugar na sua morte. Com efeito, se Ele veio a terra, atéLeia mais →

Há quem se deixe abater pela dúvida ao ver no corpo de Cristo os estigmas da Paixão, e se pergunte: «Quem é este rei glorioso?» (Sl 23, 8). Responde-lhes que é o Cristo, «forte e poderoso» (v.8) em tudo quanto fez e continua a fazer. […] Faz-lhes ver a beleza da túnica envergada que é o corpo sofredor de Cristo, embelezado pela Paixão e transfigurado pelo brilho da divindade, essa túnica de glória que foi o objecto mais belo e mais digno de ser amado neste mundo. […] Ele será pequeno pelo facto de Se ter feito humilde por tua causa? Será desprezível pelo factoLeia mais →