Há um só Deus, que não tem princípio nem causa, que não pode ser limitado por alguém anterior a Ele ou por um ser que venha depois dele. Um Deus envolto em eternidade, infinito, Pai grandioso de um único Filho que é bom e grande, e que Ele gera sem nenhum elemento carnal, pois é espírito. Deus único e outro, mas não outro na sua divindade, esse é o Verbo de Deus. Ele é a marca do Pai, o Filho único daquele que é sem princípio, o único do único e seu igual. Enquanto este último permanece inteiramente Pai, Ele, o Filho, é o autor e senhor do mundo, a força e o pensamento do Pai. […]
Tremamos diante da grandeza do Espírito que também é Deus e por meio de quem conheci a Deus. Ele é manifestamente Deus e faz nascer Deus neste mundo. Ele é omnipotente, distribui os diversos dons, inspira os cânticos do coro dos bem-aventurados; Ele dá vida aos seres celestes e terrenos, tem o seu trono nas alturas, vem do Pai; Ele é a força divina, age pelo seu próprio movimento, não é Filho porque o Pai excelente tem um único Filho cheio de bondade – mas não está fora da divindade invisível e possui igual glória.



