André conhecia estas palavras de Moisés: «O Senhor, teu Deus, suscitará no meio de vós, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deves escutar» (Dt 18,15). Assim, ao ouvir João Batista exclamar: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,29), vai espontaneamente ter com Ele: reconheceu o profeta anunciado pela profecia, e leva seu irmão até junto daquele que encontrou, mostrando a Pedro o tesouro que este não conhecia: «Encontrámos o Messias, o desejado. Esperávamos a sua vinda, contemplemo-lo agora. Encontramos Aquele por quem a portentosa voz dos profetas nos ordenava que esperássemos. O tempo presente trouxe-nos Aquele que a graça haviaLeia mais →

«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos». Procuraste-Me quando Eu não estava cá, aproveita agora. Sei do teu desejo, apesar do teu silêncio. E antes que mo digas, já sei o que pensas. Ouvi-te falar e, embora estivesse invisível, estava perto de ti, próximo das tuas dúvidas. Sem deixar que Me visses, fiz-te esperar, para melhor observar a tua impaciência. «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Então Tomé tocou-Lhe e toda a sua desconfiança caiu por terra. Cheio de uma fé sincera eLeia mais →

Vês a fé desta mulher? Pois bem, considera o momento da sua petição. […] A cruz estava disposta, a Paixão estava iminente, a multidão dos inimigos preparava-se já. O Mestre fala da sua morte e os discípulos inquietam-se; antes mesmo da Paixão, estremecem à simples evocação da sua chegada; o que ouvem espanta-os e perturba-os. É então que, distanciando-se do grupo dos apóstolos, esta mãe pede o Reino, reclama um trono para seus filhos. Que dizes, mulher? Ouves falar da cruz e pedes um trono? Fala-se da Paixão e tu desejas o Reino? […] Como te ocorreu vires solicitar tal dignidade? Qual é elemento, doLeia mais →

«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.» Pilatos viu este Pastor; os judeus também O viram, a ser conduzido à cruz pelo seu rebanho, como tinha sido claramente anunciado pelo coro dos profetas muito antes da Paixão: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante os tosquiadores» (Is 53,7). Ele não recusa a morte, não foge ao julgamento, não afasta os que O crucificam. Ele não sofreu a Paixão: quis a Paixão, pelas suas ovelhas. Tenho o poder de dar a minha vida, afirmara, e de a retomar. Ele destruiu o sofrimento pelo sofrimento da sua Paixão,Leia mais →

Observemos a Cristo, o nosso Pastor; consideremos o seu amor pelos homens e o seu enlevo em conduzi-los a verdes prados (Sl 23,2). Tanto Se alegra com as ovelhas que O rodeiam como procura as que se tresmalharam. Os montes e os bosques não são para Ele sequer obstáculo; Ele percorre vales tenebrosos (Sl 23,4) até achar a ovelha perdida e, encontrando-a doente, em vez de a deixar, cuida dela e, tomando-a aos ombros, cura com a própria fadiga a ovelha fatigada. Esta fadiga enche-O de alegria porque encontrou a ovelha perdida, e apenas isso O alivia do seu esforço: «Qual é o homem dentreLeia mais →

«Senhor, o meu servo está de cama, paralisado, e sofre muito. Embora seja um escravo, o que foi atingido por este mal não é por isso menos homem. Não olhes pois para a pequenez do escravo, mas para a grandeza do mal.» Assim falava o centurião. E que lhe diz a Bondade suprema? «Eu irei contigo e curá-lo-ei. Eu que, em atenção aos homens, Me fiz homem, Eu que vim para todos, não desprezarei ninguém. Irei e curá-lo-ei.» Com a rapidez da sua promessa, Cristo aguça a fé do centurião: «Senhor, eu não mereço que entres em minha casa.» Estás a ver como o Senhor,Leia mais →

André foi o primeiro dos apóstolos a reconhecer o Senhor como seu mestre […]; deixou o ensinamento de João Batista para frequentar a escola de Cristo. […] À luz da lâmpada (Jo 5,35), procurava a luz verdadeira; sob o seu brilho incerto, acostumou-se ao esplendor de Cristo. […] De mestre que era, João Batista tornou-se servo e arauto de Cristo, presente diante dele: «Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (Jo 1:29). Aqui está Aquele que livra da morte; aqui está Aquele que destrói o pecado. Eu não fui enviado como esposo, mas como aquele que o acompanha (Jo 3,29). EuLeia mais →

«Mete o teu dedo na marca dos cravos», diz Jesus a Tomé. «Procuraste-Me quando Eu não estava aqui, aproveita agora. Conheço a tua vontade mais do que o teu silêncio. Sei o que pensas antes sequer de que Me digas. Ouvi-te falar e, embora sem ser visto, estava junto de ti e das tuas dúvidas e, sem Me fazer sentir, pus-te à espera para melhor observar a tua impaciência. Mete o teu dedo na marca dos cravos e a tua mão no Meu lado, e não sejas assim incrédulo, mas crê». Então Tomé toca-O e cai por terra toda a sua desconfiança. Cheio duma féLeia mais →

Olhemos para o nosso pastor: Cristo. […] Ele alegra-Se com as Suas ovelhas que estão perto de Si e vai à procura das que se perderam. Não Lhe fazem medo as montanhas nem as florestas; percorre as ravinas para chegar até à ovelha perdida. Mesmo que a encontre em mau estado, não Se encoleriza, mas, tocado pela compaixão, põe-na aos ombros e, com a Sua própria fadiga, cura a ovelha fatigada (cf. Lc 15,4ss). […] É com razão que Cristo proclama: Eu Sou o Bom Pastor, «procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratareiLeia mais →

Escondidos numa casa, os apóstolos veem Cristo; Ele entra com todas as portas fechadas. Mas Tomé, então ausente […], fecha os ouvidos e quer abrir os olhos. […] Ele deixa explodir a sua descrença, esperando que o seu desejo seja atendido. «As minhas dúvidas só desaparecerão quando O vir, diz ele. Meterei o meu dedo nas marcas dos pregos, e ouvirei esse Senhor que tanto desejo. Não me importa que me acuse de falta de fé, desde que me encha com a Sua visão. Agora sou incrédulo, mas assim que O vir, acreditarei. Acreditarei quando O apertar em meus braços e O contemplar. Quero verLeia mais →