A propósito de João Batista, lemos em Lucas: «Será grande aos olhos do Senhor […] e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de preparar um povo para o Senhor» (Lc 1,15s). Para quem preparou João um povo e diante de que Senhor é ele grande? Diante daquele que disse que João era «mais que profeta» e que «entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que JoãoLeia mais →

Aqueles que veem a Deus terão parte na vida, porque o esplendor de Deus é vivificante. É por esta razão que Aquele que é esquivo, incompreensível e invisível Se oferece para ser visto, compreendido e captado pelos homens: para dar vida àqueles que O captam e O veem. Porque, se a sua grandeza é inescrutável, também a sua bondade é inexprimível; é por ela que Ele Se faz ver e dá vida àqueles que o veem. É impossível viver sem vida, e não há vida senão através da participação em Deus, que consiste em ver a Deus e gozar da sua bondade. Assim, os homensLeia mais →

Lucas era inseparável de Paulo e foi seu colaborador na pregação do Evangelho, como ele próprio evidencia, não para se glorificar, mas impelido pela verdade. Com efeito, quando Barnabé e João, chamado Marco, se separaram de Paulo e embarcaram para Chipre, Lucas escreveu: «Embarcámos para Tróade» (At 16,11) […]; e descreve detalhadamente toda a viagem e a sua chegada a Filipos, onde anunciaram a Palavra pela primeira vez. […] No relato da viagem com Paulo, conta as situações com toda a precisão possível. […] Tendo estado presente em todos os acontecimentos, Lucas registou-os de maneira rigorosa; não se encontra nele mentira nem orgulho, porque todosLeia mais →

O Senhor de todas as coisas deu aos seus apóstolos o poder de proclamarem o Evangelho. E é através deles que conhecemos a verdade, isto é, os ensinamentos do Filho de Deus. Foi a eles que o Senhor disse: «Quem vos ouve é a Mim que ouve, e quem vos rejeita é a Mim que rejeita; mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou» (Lc 10,16). Porque nós só conhecemos o plano da nossa salvação através daqueles que nos fizeram chegar o Evangelho, não por outros. Este Evangelho foi primeiro pregado pelos apóstolos. Depois, por vontade de Deus, eles transmitiram-no-lo nas Escrituras, para queLeia mais →

Não pode haver mais nem menos evangelhos. Com efeito, uma vez que são quatro as regiões do mundo e quatro os ventos principais; e, por outro lado, uma vez que a Igreja está espalhada por toda a Terra e tem por «coluna e sustentáculo» (1Tim 3,15) o evangelho e o Espírito da vida, é natural que ela tenha quatro colunas, soprando a imortalidade de todos os lados e dando vida aos homens. Quando o Verbo, o Artesão do Universo, que tem o seu trono sobre os querubins e sustenta todas as coisas (cf Sl 79,2; Heb 1,3), Se manifestou aos homens, deu-nos um evangelho comLeia mais →

Deus fez o homem livre […] para que ele pudesse responder aos seus apelos voluntariamente e sem constrangimentos. De fato, em Deus não há violência, mas Ele convida-nos constantemente ao bem. Ele deu ao homem o poder de escolher, como havia feito com os anjos. […] E não é só no âmbito da sua atividade, mas também no campo da fé que o Senhor salvaguarda a liberdade […] do homem. Com efeito, Ele diz: «Faça-se segundo a tua fé» (Mt 9,29), mostrando assim que a fé é característica do homem, porque depende da sua decisão pessoal. Diz ainda: «Tudo é possível a quem crê» (McLeia mais →

A quem te tirar a túnica, diz Cristo, dá-lhe também o manto; a quem ficar com o que te pertence, não lho reclames; e aquilo que quiserdes que os outros vos façam, fazei-o vós a eles (Mt 5,40; Lc 6,30-31). Deste modo, não nos entristeceremos, como pessoas a quem arrebatam os bens contra a sua vontade, mas, pelo contrário, alegrar-nos-emos, como pessoas que dão de bom grado, uma vez que faremos ao próximo um dom gratuito em vez de cedermos a uma pressão. E diz ainda: se alguém te obrigar a caminhar uma milha, caminha duas com ele; desse modo, não o seguimos como umLeia mais →

O Espírito prometido pelos profetas desceu sobre o Filho de Deus feito Filho do homem (Mt 3,16) e acostumou-Se com Ele a habitar os homens, a repousar neles, a residir na obra modelada por Deus. O Espírito realizou neles a vontade do Pai, renovando-os e fazendo-os passar da sua vetustez à vida nova de Cristo. Foi este Espírito que David pediu para o homem, dizendo: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito» (Sl 50,14 LXX). Foi também este Espírito que Lucas afirma que desceu sobre os discípulos após a ascensão do Senhor, no dia de Pentecostes, comLeia mais →

A propósito de João Batista, lemos em São Lucas: «Será grande diante do Senhor […] e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, […] a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições» (1,15-17). A quem proporcionou ele um povo, e diante de que Senhor foi grande? Diante daquele que disse que João era «mais que um profeta», e que disse ainda que, de «entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista» (Mt 11,9.11). Porque João preparava um povo, ao anunciarLeia mais →

Já não servos, mas amigos (Jo 15,15) A Lei foi promulgada para escravos, a fim de educar a alma para as coisas exteriores e corporais, levando-a como que acorrentada à docilidade aos mandamentos, a fim de que o homem aprendesse a obedecer a Deus. Mas o Verbo de Deus libertou a alma; e ensinou-a a purificar, de livre vontade, também o corpo. Portanto, era preciso que fossem retiradas as correntes da servidão, graças às quais o homem se pudera formar, e de futuro ele seguisse a Deus sem correntes. Mas ao mesmo tempo […] era preciso reforçar a submissão ao Rei, a fim de queLeia mais →