Homilia «Os ricos podem salvar-se?», 8-9; PG 9, 603 Ignorar a Deus é morrer; pois a vida reside apenas em conhecê-l’O, viver n’Ele, amá-l’O e procurar assemelhar-se a Ele. Se quereis a vida eterna, […] procurai antes de mais conhecê-l’O, ainda que «ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-l’O» (Mt 11,27). Em Deus, conhecei a grandeza do Redentor e a sua graça inestimável; pois, diz o apóstolo João, «a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» (Jo 1,17). […] Se a LeiLeia mais →

Contemplai os mistérios do amor e vereis «o seio do Pai», que «nos deu a conhecer o seu Filho unigênito», que é Deus (Jo 1:18). Deus é amor (1Jo 4:8) e, devido a esse amor, deixou-Se ver por nós. No seu ser inexprimível, Ele é Pai; na sua compaixão para conosco, tornou-Se Mãe. Ao amar, o Pai revela também uma dimensão feminina. A prova incontestável deste amor é Aquele que Ele gera de Si mesmo. E este Filho, fruto do amor, é amor. Por causa deste amor, Ele desceu até nós. Por causa deste amor, revestiu-Se da nossa humanidade. Por causa deste amor, sofreu livrementeLeia mais →

Tem piedade, Senhor, dos teus pequenos.Freio dos potros indisciplinados,asa dos pássaros que não se perdem,verdadeiro leme dos navios,pastor dos cordeiros reais,junta os teus simples filhospara o santo louvor,para cantarem com sinceridade,a Cristo, condutor das crianças.Sê o guia, ó Pastordas ovelhas sensatas.Conduz, ó santo,os filhos sem mácula.Deus dos que cantam, Jesus Cristo. São Clemente de Alexandria (150-c. 215)O pedagogoFonte: Evangelho Cotidiano

As portas estão abertas a quantos se voltarem para Deus com sinceridade e de todo o coração e é com alegria que o Pai recebe um filho verdadeiramente arrependido. Qual é o sinal do arrependimento verdadeiro? Não voltar a cair em velhos erros e arrancar do coração, pela raiz, os pecados que nos fazem correr perigo de morte; quando estes estiverem apagados, Deus virá habitar em nós. Porque, como diz a Escritura, um pecador que se converte e se arrepende dará ao Pai e aos anjos do Céu uma imensa e incomparável alegria (cf Lc 15,10). Foi por isso que o Senhor disse: «Eu queroLeia mais →

«Os seus filhinhos serão levados aos ombros e consolados ao colo», diz a Escritura. «Como à criança a quem a mãe dá consolo, também Eu vos consolarei» (Is 66,12-13). A mãe chega os filhos a si, e nós procuramos a nossa mãe, a Igreja. Qualquer ser de pouca idade e frágil é, nessa fragilidade desprotegida, um ser gracioso, doce, encantador; e Deus não recusa o seu auxílio a seres tão jovens. Todos os pais têm uma ternura peculiar pelos seus filhos pequenos. […] De igual modo, o Pai de toda a criação acolhe aqueles que se refugiam junto de Si, regenera-os pelo Espírito e adota-osLeia mais →

Salvar é um ato de bondade. «A misericórdia divina estende-se a todo o ser vivo: repreende, corrige, ensina e reconduz, como pastor, o seu rebanho. Ele Se compadece daqueles que recebem os seus ensinamentos e dos que se apressam a cumprir os seus preceitos» (Sir 18,13s). […] Os sãos não têm necessidade do médico enquanto estiverem bem; os doentes, pelo contrário, recorrem à sua arte. Nesta vida, todos nós estamos doentes, pelos nossos desejos censuráveis, as nossas intemperanças […] e outras paixões; temos, pois, necessidade de um Salvador. […] Nós, os doentes, temos necessidade do Salvador; extraviados, necessitamos de quem nos guie; cegos, de quemLeia mais →

Sois tão insensatos, que adorais estátuas de pedra que vós mesmos fizestes? […] O Criador do mundo, o Pai, cuja arte é sem igual, foi o único que produziu uma estátua viva, que somos nós, os homens, ao passo que os ídolos […] não passam de uma obra estúpida de mãos humanas. O Verbo, a Palavra de Deus, é a imagem de Deus (Hb 1,3) […]; e o homem verdadeiro, o espírito que está no homem, é a imagem do Verbo. Assim, está dito que o homem foi feito «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1,26), isto é, assimilado ao Verbo divino pela inteligênciaLeia mais →

«Os seus preceitos são puros, iluminam os olhos» (Sl 18,9). Recebe Cristo, recebe a capacidade de ver, recebe a luz, a fim de conheceres a Deus e o homem. […] Recebamos a luz e recebamos a Deus […], recebamos a luz e tornemo-nos discípulos do Senhor […], expulsemos a ignorância e as trevas que turvam os nossos olhos qual nevoeiro, contemplemos o Deus verdadeiro. […] Quando jazíamos nas trevas, prisioneiros da sombria região da morte (Mt 4,16; Is 42,7), resplandeceu para nós uma luz vinda do Céu, luz mais pura que o Sol e mais suave que a vida neste mundo. Esta luz é aLeia mais →

«Oxalá ouvísseis hoje a sua voz! Não endureçais os vossos corações como em Meriba, […] no deserto, quando os vossos pais Me provocaram. […] Eles não entrarão no lugar do meu repouso» (Sl 94,7-11). A graça da promessa de Deus é abundante, se hoje ouvirmos a sua voz, porque este «hoje» refere-se a cada novo dia enquanto se disser «hoje». Este «hoje» permanece até ao fim dos tempos, como permanece também a nossa possibilidade de aprender; nessa altura, o verdadeiro «hoje», o dia sem fim de Deus, confundir-se-á com a eternidade. Obedeçamos, pois, à voz do Verbo divino, à Palavra de Deus encarnada, porque oLeia mais →

Ignorar a Deus é morrer; pois a vida reside apenas em conhecê-Lo, viver n’Ele, amá-l’O e procurar assemelhar-se a Ele. Se quereis a vida eterna, […] procurai antes de mais conhecê-l’O, ainda que «ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-l’O» (Mt 11,27). Em Deus, conhecei a grandeza do Redentor e a sua graça inestimável; pois, diz o apóstolo João, «a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» (1,17). […] Se a Lei de Moisés pudesse dar-nos a vida eterna, porque teria oLeia mais →