«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre». […] Com efeito, eis que as gerações te chamam bem-aventurada, como tu declaraste (cf Lc 1,48). As filhas de Jerusalém, isto é, da Igreja viram-te e proclamaram a tua felicidade. […] Tu és, na verdade, o trono real no qual está sentado o Senhor e Criador de todas as coisas (cf Dn 7,9), que os anjos contemplam. Tu és o Éden espiritual, mais sagrado e mais divino que o antigo Éden: no primeiro, habitava o Adão terreno; em ti, habita o Senhor que veio dos Céus (cf 1Cor 15,47). A arcaLeia mais →

Jesus «orava a sós» (Lc 9,18). A fonte da oração reside no silêncio da paz interior; é aí que se manifesta a glória de Deus (cf Lc 9,29). Porque, quando cerramos os olhos e os ouvidos e nos encontramos no nosso interior, na presença de Deus, quando nos libertamos da agitação do mundo exterior e nos encontramos dentro de nós próprios, então vemos claramente na nossa alma o Reino de Deus. Porque o Reino dos Céus ou, se preferirmos, o Reino de Deus, está em nós próprios: é Jesus Nosso Senhor quem no-lo diz (cf Lc 17,21). No entanto, os crentes e o Senhor oramLeia mais →

Foste Tu, Senhor, que me fizeste nascer de meu pai e me formaste no seio de minha mãe (Sl 138,13); foste Tu que me trouxeste à luz como criança inteiramente nua, porque as leis da nossa natureza obedecem perpetuamente às tuas ordens. A minha vida e a minha existência não se devem à vontade do homem nem a um impulso da carne (Jo 1,13), mas à bênção do Espírito Santo e à tua graça inexprimível. Tu preparaste o meu nascimento com uma delicadeza que está para além das leis da nossa natureza. Fizeste-me nascer, adotando-me como teu filho (Gal 4,5), e inscreveste-me entre os membrosLeia mais →

«A Deus nunca ninguém O viu. O Filho Unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O deu a conhecer» (Jo 1,18). O divino é inexprimível e incompreensível. «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar» (Mt 11,27), e também o Espírito Santo conhece aquilo que é de Deus. […] Mas, após este primeiro e bem-aventurado conhecimento divino, nunca mais ninguém conheceu a Deus, a não ser aquele a quem o próprio Deus Se revelou. […] Contudo, Deus não nos deixou na total ignorância,Leia mais →

Hoje aproxima-se de nós uma porta virginal; por ela, o Deus que está para além de todos os seres vem ao mundo «corporalmente», na expressão de Paulo (Heb 1,6; Col 2,9). Hoje, da raiz de Jessé sai um rebento (Is 11,1), de onde se elevará para o mundo uma flor, unida à divindade pela sua natureza, Hoje, a partir da natureza terrena,  Aquele que outrora tornou sólido o firmamento, separando-o das águas e elevando-o nas alturas, formou um céu na Terra. Mas é um céu bem mais surpreendente que o primeiro, porque Aquele mesmo que, no primeiro, criou o sol ergueu-Se neste novo céu como SolLeia mais →

Ó Mãe de Deus, sempre virgem, a tua sagrada partida deste mundo é verdadeiramente uma passagem, uma entrada na morada de Deus. Saindo deste mundo material, entras numa «pátria melhor» (Heb 11,16). O céu acolheu com alegria a tua alma: «Quem é esta, que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol?» (Cant 6,10) «O rei introduziu-te nos seus aposentos» (Cant 1,4) e os anjos glorificam aquela que é a Mãe do seu próprio Senhor, por natureza e em verdade, segundo o plano de Deus. […] Os apóstolos levaram o teu corpo sem mancha, o teu corpo, verdadeira arca da aliança,Leia mais →

Quem obteve o poder de abrir ou de fechar os céus, de reter a chuva ou de fazer chover (cf 1R 17,1)? Quem conseguiu fazer descer fogo sobre um sacrifício inundado de água ou sobre dois exércitos de soldados devido às más acções destes (cf 2R 1,10)? Quem, num ardor inflamado, fez perecer os profetas da vergonha por causa de ídolos ofensivos que veneravam (cf 1R 18,40)? Quem viu Deus numa suave brisa (cf 1R 19,12)? […] Todos estes feitos são exclusivos de Elias e do Espirito que nele habitava. Mas poderíamos falar de acontecimentos ainda mais prodigiosos. […] Elias é aquele que, até aosLeia mais →

Hoje é o abismo da luz inacessível. Hoje, no monte Tabor, a efusão infinita do relâmpago divino resplandece diante dos apóstolos. Hoje, Jesus Cristo manifesta-Se como Senhor da Antiga e da Nova Aliança […]. Hoje, no monte Tabor, Moisés, o legislador de Deus, o chefe da Antiga Aliança, assiste como um servo a seu mestre, Cristo, sendo ele o donatário da Lei. E reconhece o seu desígnio, a que outrora tinha sido iniciado por prefigurações; é o que significa, quanto a mim, ver Deus «por detrás» (Ex 33,23). Agora ele vê claramente a glória da divindade, abrigado «na cavidade do rochedo» (Ex 33,22), mas «esseLeia mais →

Jesus «orava em particular» (Lc 9,18). A fonte da oração reside no silêncio da paz interior; é aí que se manifesta a glória de Deus (cf Lc 9,29). Porque, quando cerramos os olhos e os ouvidos e nos encontramos no interior, na presença de Deus, quando nos libertamos da agitação do mundo exterior e nos encontramos no interior de nós próprios, então veremos claramente na nossa alma o Reino de Deus. Porque o Reino dos céus ou, se preferirmos, o Reino de Deus, está em nós próprios: é Jesus Nosso Senhor quem no-lo diz (Lc 17,21). No entanto, os crentes e o Senhor oram deLeia mais →

Ó Cristo, meu Deus, Tu abaixastes-Te para me levares aos ombros, a mim, ovelha perdida (Lc 15,5), e colocaste-me em verdes prados (Sl 22,2). Refrescaste-me nas fontes da verdadeira doutrina (ibid) por intermédio dos Teus pastores, de quem Tu mesmo eras pastor antes de lhes confiares o Teu rebanho. […] E agora, Senhor, chamaste-me […] para estar ao serviço dos Teus discípulos, não sei por que desígnio da Tua Providência, pois só Tu o sabes. Mas, Senhor, aligeira o pesado fardo dos meus pecados que Te ofenderam gravemente; purifica o meu espírito e o meu coração. Guia-me por caminhos retos (Sl 22,3), como uma lâmpadaLeia mais →