Nosso Senhor Jesus Cristo virá dos céus e virá no fim deste mundo, no último dia; porque este mundo terá um fim, e este mundo criado será renovado. Efetivamente, uma vez que a corrupção, o roubo, o adultério e toda a espécie de faltas se espalharam sobre a terra e «derramam sangue sobre sangue» (Os 4,2), para que esta admirável morada não permaneça cheia de injustiça, este mundo desaparecerá e surgirá outro mais belo. […] Escutai o que diz Isaías: «os céus enrolam-se como um pergaminho, os seus exércitos extinguem-se e caem como folhas mortas de vinha ou de figueira» (Is 34, 4). E oLeia mais →

Catequese batismal preliminar nn. 3-4 Na festa de casamento mencionada nos evangelhos, entrou um homem vestido de forma desleixada, que se deitou e começou a comer, pois tinha o consentimento do noivo. Mas esse convidado, vendo que todos envergavam uma veste branca, devia ter feito o mesmo. Pelo contrário, serviu-se dos pratos como os outros, embora nem a veste nem as disposições o assemelhassem a eles. Acontece que, embora generoso, o noivo não era desprovido de discernimento. E, ao passar por entre os convidados, olhando-os um por um (não estava interessado na sua maneira de comer, mas nas suas vestes), viu um intruso que nãoLeia mais →

Nosso Senhor Jesus Cristo fez-Se homem ignorado por muitos. Querendo ensinar uma verdade ignorada, reuniu os seus discípulos e perguntou-lhes: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Ele não procurava uma glória vã; queria revelar-lhes a verdade, para que eles, os companheiros do Filho único de Deus, não O tomassem por um homem vulgar. E, quando eles Lhe responderam: «Uns dizem […] que é Elias, outros que é Jeremias», retorquiu-lhes: «A estes, é lícito não saberem; mas vós, apóstolos, que em meu nome limpais os leprosos, expulsais os demónios e ressuscitais os mortos, não deveis ignorar Aquele por quem realizais estes prodígios».Leia mais →

O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai e comei, isto é o meu corpo»; em seguida, tomando o cálice, disse: «Tomai e bebei, isto é o meu sangue» (cf 1Cor 11,23-25). Se Ele próprio declarou abertamente, ao falar do pão: «Isto é o meu corpo», quem ousará duvidar? E se Ele próprio é tão afirmativo quando diz: «Isto é o meu sangue», quem hesitará ainda ou dirá que não é o seu sangue? […] Assim, é com plena certeza que participamos desta forma no corpo e noLeia mais →

O vício imita a virtude e o joio tenta fazer-se passar por trigo: a aparência é semelhante, mas o sabor não engana o conhecedor. O demónio também se disfarça de anjo de luz, não para voltar para onde estava (porque tornou o seu coração duro como uma bigorna e a sua determinação anterior é agora irrevogável), mas para cercar aqueles que levam uma vida semelhante à dos anjos com as trevas da cegueira e a pestilência da incredulidade. Muitos são os lobos que andam em pele de cordeiro. Das ovelhas, tiraram apenas as peles, não as unhas nem os dentes, mas, vestidos com o veloLeia mais →

Naquele tempo, Cristo disse: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós». Mas eles não ouviram estas palavras espiritualmente e foram-se embora escandalizados, julgando que o Senhor os tinha convidado para uma refeição comum. Já no Antigo Testamento havia os pães da proposição. Mas deixou de ser necessário oferecer o pão da Antiga Aliança. Na Nova Aliança, temos o pão do Céu e o cálice da salvação (cf Sl 115,13), que santificam a alma e o corpo. De facto, tal como o pão se acorda com o corpo, assim o Verbo seLeia mais →

Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele». Abraçaram-no para que se cumprissem aquelas palavras: «Abraçá-lo-ei e já não o soltarei» (Cânt 3,4). As mulheres seriam fisicamente fracas, mas a sua coragem era viril. A abundância das águas não tinha força para apagar o seu amor, nem os rios podiam engoli-lo. Aquele que procuravam morrera, mas a sua esperança na ressurreição não se havia extinguido. E o anjo dirige-se-lhes de novo: «Não temais» (Mt 28,5). Não digo este «não temais» aos soldados, mas a vós. A eles, deixai-os temer, para que, instruídos pela experiência, possam ser testemunhasLeia mais →

Caríssimos irmãos, o número quarenta possui um valor simbólico, ligado ao mistério da nossa salvação. Com efeito, quando, nos primeiros tempos, a maldade dos homens invadiu a superfície da Terra, Deus fez cair chuva do céu durante quarenta dias e inundou a Terra inteira com as águas do dilúvio (Gn 7). Estava lançada simbolicamente a história da nossa salvação: as águas da chuva caíram durante quarenta dias para purificar o mundo. Agora, durante os quarenta dias da Quaresma, é oferecida aos homens a misericórdia, para que se purifiquem. […] Assim, o dilúvio é figura do batismo; o que então se verificou ainda hoje se cumpreLeia mais →

Bem pode o povo pecar que não desencoraja a misericórdia de Deus. O povo fez um bezerro, mas Deus teve misericórdia dele; negou a Deus, mas Deus não Se negou a Si mesmo (cf 2Tm 2,13). «Estes são os teus deuses, Israel» (Ex 32,4), disseram os hebreus, e mesmo depois disso o Deus de Israel, fiel a Si mesmo, tornou-Se o seu salvador. Mas o povo não foi o único a pecar; com ele pecou o sumo sacerdote, Aarão. E Moisés disse: «A cólera do Senhor também se acendeu contra Aarão»; mas acrescentou: «Eu rezei por ele, e Deus perdoou-lhe» (Dt 21,8). Então Moisés, rezandoLeia mais →

Este Rei glorioso, que está rodeado por uma guarda de anjos e sentado no mesmo trono que o Pai, não desprezará os seus próprios servos. Para que os eleitos não sejam confundidos com os inimigos, «Ele enviará os seus anjos, com uma grande trombeta, e eles reunirão os seus eleitos dos quatro ventos» (Mt 24: 31). Ele, que não desprezou Lot no seu isolamento, desprezará a multidão dos justos? «Vinde, benditos de meu Pai» (Mt 25: 34), dirá aos que forem transportados em carros de nuvens e reunidos pelos anjos. Mas, dirá algum dos presentes, eu sou pobre e talvez me encontrem na cama, semLeia mais →