Catequese batismal n.º 2, 1-2 O mal deliberado é fruto da premeditação; ora, nós pecamos indubitavelmente com premeditação, como afirma claramente o profeta: «Eu te plantei como vinha escolhida, planta de boa qualidade; como degeneraste em sarmento bastardo, ó videira estranha?» (Jr 2,21). Boa planta, mau fruto: o mal vem da premeditação. O culpado não é aquele que planta, mas a videira será consumida pelo fogo, uma vez que, tendo sido plantada para dar bons frutos, deu voluntariamente frutos maus. «Deus criou os homens retos, eles, porém, procuraram maquinações sem fim», observa o Eclesiastes (7,29). «Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em JesusLeia mais →

Nosso Senhor Jesus Cristo virá dos céus e virá no fim deste mundo, no último dia; porque este mundo terá um fim, e este mundo criado será renovado. Efetivamente, uma vez que a corrupção, o roubo, o adultério e toda a espécie de faltas se espalharam sobre a terra e «derramam sangue sobre sangue» (Os 4,2), para que esta admirável morada não permaneça cheia de injustiça, este mundo desaparecerá e surgirá outro mais belo. […] Escutai o que diz Isaías: «os céus enrolam-se como um pergaminho, os seus exércitos extinguem-se e caem como folhas mortas de vinha ou de figueira» (Is 34, 4). E oLeia mais →

Catequese batismal preliminar nn. 3-4 Na festa de casamento mencionada nos evangelhos, entrou um homem vestido de forma desleixada, que se deitou e começou a comer, pois tinha o consentimento do noivo. Mas esse convidado, vendo que todos envergavam uma veste branca, devia ter feito o mesmo. Pelo contrário, serviu-se dos pratos como os outros, embora nem a veste nem as disposições o assemelhassem a eles. Acontece que, embora generoso, o noivo não era desprovido de discernimento. E, ao passar por entre os convidados, olhando-os um por um (não estava interessado na sua maneira de comer, mas nas suas vestes), viu um intruso que nãoLeia mais →

Nosso Senhor Jesus Cristo fez-Se homem ignorado por muitos. Querendo ensinar uma verdade ignorada, reuniu os seus discípulos e perguntou-lhes: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Ele não procurava uma glória vã; queria revelar-lhes a verdade, para que eles, os companheiros do Filho único de Deus, não O tomassem por um homem vulgar. E, quando eles Lhe responderam: «Uns dizem […] que é Elias, outros que é Jeremias», retorquiu-lhes: «A estes, é lícito não saberem; mas vós, apóstolos, que em meu nome limpais os leprosos, expulsais os demónios e ressuscitais os mortos, não deveis ignorar Aquele por quem realizais estes prodígios».Leia mais →

O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai e comei, isto é o meu corpo»; em seguida, tomando o cálice, disse: «Tomai e bebei, isto é o meu sangue» (cf 1Cor 11,23-25). Se Ele próprio declarou abertamente, ao falar do pão: «Isto é o meu corpo», quem ousará duvidar? E se Ele próprio é tão afirmativo quando diz: «Isto é o meu sangue», quem hesitará ainda ou dirá que não é o seu sangue? […] Assim, é com plena certeza que participamos desta forma no corpo e noLeia mais →

O vício imita a virtude e o joio tenta fazer-se passar por trigo: a aparência é semelhante, mas o sabor não engana o conhecedor. O demónio também se disfarça de anjo de luz, não para voltar para onde estava (porque tornou o seu coração duro como uma bigorna e a sua determinação anterior é agora irrevogável), mas para cercar aqueles que levam uma vida semelhante à dos anjos com as trevas da cegueira e a pestilência da incredulidade. Muitos são os lobos que andam em pele de cordeiro. Das ovelhas, tiraram apenas as peles, não as unhas nem os dentes, mas, vestidos com o veloLeia mais →

Naquele tempo, Cristo disse: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós». Mas eles não ouviram estas palavras espiritualmente e foram-se embora escandalizados, julgando que o Senhor os tinha convidado para uma refeição comum. Já no Antigo Testamento havia os pães da proposição. Mas deixou de ser necessário oferecer o pão da Antiga Aliança. Na Nova Aliança, temos o pão do Céu e o cálice da salvação (cf Sl 115,13), que santificam a alma e o corpo. De facto, tal como o pão se acorda com o corpo, assim o Verbo seLeia mais →

Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele». Abraçaram-no para que se cumprissem aquelas palavras: «Abraçá-lo-ei e já não o soltarei» (Cânt 3,4). As mulheres seriam fisicamente fracas, mas a sua coragem era viril. A abundância das águas não tinha força para apagar o seu amor, nem os rios podiam engoli-lo. Aquele que procuravam morrera, mas a sua esperança na ressurreição não se havia extinguido. E o anjo dirige-se-lhes de novo: «Não temais» (Mt 28,5). Não digo este «não temais» aos soldados, mas a vós. A eles, deixai-os temer, para que, instruídos pela experiência, possam ser testemunhasLeia mais →

Caríssimos irmãos, o número quarenta possui um valor simbólico, ligado ao mistério da nossa salvação. Com efeito, quando, nos primeiros tempos, a maldade dos homens invadiu a superfície da Terra, Deus fez cair chuva do céu durante quarenta dias e inundou a Terra inteira com as águas do dilúvio (Gn 7). Estava lançada simbolicamente a história da nossa salvação: as águas da chuva caíram durante quarenta dias para purificar o mundo. Agora, durante os quarenta dias da Quaresma, é oferecida aos homens a misericórdia, para que se purifiquem. […] Assim, o dilúvio é figura do batismo; o que então se verificou ainda hoje se cumpreLeia mais →

Bem pode o povo pecar que não desencoraja a misericórdia de Deus. O povo fez um bezerro, mas Deus teve misericórdia dele; negou a Deus, mas Deus não Se negou a Si mesmo (cf 2Tm 2,13). «Estes são os teus deuses, Israel» (Ex 32,4), disseram os hebreus, e mesmo depois disso o Deus de Israel, fiel a Si mesmo, tornou-Se o seu salvador. Mas o povo não foi o único a pecar; com ele pecou o sumo sacerdote, Aarão. E Moisés disse: «A cólera do Senhor também se acendeu contra Aarão»; mas acrescentou: «Eu rezei por ele, e Deus perdoou-lhe» (Dt 21,8). Então Moisés, rezandoLeia mais →