O Caminho da Cruz e o Ícone do Arrependimento Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amados irmãos e irmãs em Cristo: as sombras da Grande Quaresma começam a ser transpassadas pelos primeiros raios da Semana Santa. Hoje, a Igreja nos coloca no caminho de Jerusalém. Não se trata de um deslocamento no espaço, mas de uma ascensão espiritual. Jesus toma a dianteira e profere as palavras que estremecem a nossa zona de conforto: “Eis que subimos a Jerusalém”. Subir a Jerusalém, na economia da nossa salvação, é o movimento da Kenosis — o esvaziamento absoluto do Verbo que se entrega àLeia mais →

“Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9,24) Mons. André [Sperandio] Arquimandrita Amados irmãos e irmãs, Chegamos ao IV Domingo da Santa e Grande Quaresma. Já caminhamos algumas semanas: o corpo sente o peso; a mente se dispersa; o coração, às vezes, esfria. E é justamente aqui — no meio do jejum — que a Igreja nos apresenta São João Clímaco, o autor da Escada, como um sinal de esperança e um chamado a recomeçar. E o Evangelho de hoje coloca em nossos lábios uma das orações mais verdadeiras da vida cristã: “Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” Vemos um pai ferido pela dor doLeia mais →

Homilia XVI, 3 Depois de dizer: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas», e de reforçar a sua afirmação acrescentando: «Não vim revogar, mas completar», não contente com isso, Jesus insiste ainda mais com estas palavras: «Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra». É como se tivesse dito: é impossível que a lei não seja cumprida; pelo contrário, ela será necessariamente observada até à mais pequena letra. Foi isso que Jesus Cristo fez, cumprindo-a na perfeição. E não éLeia mais →

Catequese batismal, n.º 2, 1-3 O pecado é uma coisa terrível e a transgressão é uma doença cruel da alma, pois corta os nervos da alma, preparando assim o caminho para o fogo eterno. […] Mas tu não és o único instigador da má ação; há outro cuja perversidade te incita a ela: o diabo. Este ser sugere o mal a todos, mas não triunfa sobre aqueles que se recusam a ouvi-lo. Daí a palavra do Eclesiastes: «Se a ira do príncipe se inflamar contra ti, não abandones o teu posto» (Qo 10,4), tranca a tua porta, mantém-no longe de ti e ele não teLeia mais →

Catequese batismal n.º 15, 25 «O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar» (Jo 5,22); não é que Se despoje do seu poder, mas julga através do Filho, e o Filho julga por indicação do Pai. Porque as indicações do Pai não são de um tipo e as indicações do Filho de outro tipo, elas são uma única e mesma indicação. O que diz então o juiz sobre a tua responsabilidade ou irresponsabilidade em relação às tuas obras? «Todas as nações se reunirão na sua presença», pois todos devem dobrar o joelho diante de Cristo, seja no Céu, na TerraLeia mais →

Interpretação do Pai Nosso Percebemos que as palavras da oração do Senhor contêm um pedido: ela fala do Pai, do nome do Pai e do reino, e mostra que aquele que reza é filho deste Pai na graça; a oração pede que aqueles que estão no Céu e aqueles que estão na Terra se encontrem numa mesma vontade, e prescreve que peçamos o pão de cada dia; ela dá aos homens a lei da reconciliação e, pelo facto de perdoar e de ser perdoada, reconcilia a natureza consigo mesma, para que não seja dividida pela diferença de vontades; ela ensina-nos a lutar para não cairmosLeia mais →

«Protréptico», cap. 10 Arrependamo-nos; convertamo-nos da ignorância ao verdadeiro conhecimento, da loucura à sabedoria, da injustiça à justiça, da impiedade a Deus. São numerosos os bens que daí derivam, como diz o próprio Deus em Isaías: «Esta é a herança dos servos do Senhor» (54,17), que não é ouro nem prata, nem o que os vermes corroem, nem o que roubam os ladrões (cf Mt 6,19), mas o inestimável tesouro da salvação. […] É esta herança que nos põe nas mãos o testamento eterno pelo qual Deus nos assegura os seus dons. Este Pai que nos ama com tanta ternura exorta-nos, educa-nos, ama-nos e salva-nosLeia mais →

«Sobre a oração», 28-29 «Vai chegar a hora […] em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23), e Ele deseja tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes quando oramos em espírito, oferecendo nossa oração a Deus em sacrifício, como vítima que Lhe agrada, que Ele aceita, que Ele previamente pediu e escolheu. Esta vítima, consagrada de todo o coração, alimentada pela fé, elevada na verdade, íntegra pela inocência e coroada pela caridade, é essa que devemos levar ao altar de Deus com um séquito de boas ações, entre salmos e hinos, e por ela obteremosLeia mais →

Comentário à primeira epístola de São João, tratado 5, 12 Irmãos e irmãs, vós conheceis a perfeição da caridade. O próprio Senhor nos revela no Evangelho o seu grau máximo e a maneira de a praticar: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos» (Jo 15,13); e, na sua epístola, São João convida-nos a alcançar essa perfeição. Mas podeis perguntar-vos: quando seremos capazes de tal caridade? Não desespereis: a caridade pode já estar dentro de vós, ainda que imperfeita; cultivai-a, para que ela não seja sufocada. E como saberemos, podereis perguntar? Diz-nos São João: «Se alguém possui bens deste mundoLeia mais →

Comentário sobre o Evangelho de Mateus 10,23 «Quem se humilha será exaltado». Cristo não Se limitou a dizer aos seus discípulos que não permitissem que lhes chamassem mestres e que não ocupassem os primeiros lugares nos banquetes nem recebessem qualquer outra honra; deu Ele próprio o exemplo e o modelo da humildade na sua pessoa. Se é certo que o nome de mestre não Lhe era dado por complacência, mas por direito natural, pois «nele tudo subsiste» (cf Col 1,17), pela sua assunção de carne mortal comunicou-nos um ensinamento que nos conduz a todos à verdadeira vida; e, porque Ele é maior que nós, reconciliou-nosLeia mais →