Amados irmãos e irmãs em Cristo, Cristo Ressuscitou! O Evangelho deste domingo apresenta-nos um dos encontros mais belos e profundos de toda a Sagrada Escritura: o encontro de Cristo com a Mulher Samaritana junto ao poço de Jacó. Há um detalhe que talvez passe despercebido à primeira vista. O Evangelho diz que ela foi buscar água ao meio-dia. Não era o horário habitual. As mulheres normalmente iam ao poço cedo pela manhã ou no final da tarde, quando o calor era mais suportável. Aquela mulher provavelmente queria evitar as outras pessoas. Carregava vergonha, feridas, fracassos, talvez o peso do julgamento público. E é justamente ali,Leia mais →

Amados irmãos e irmãs, Cristo Ressuscitou! Neste quarto domingo da Páscoa, a Igreja coloca diante de nós a figura de um homem paralisado havia trinta e oito anos. Trinta e oito anos esperando. Trinta e oito anos vendo os dias passarem. Trinta e oito anos talvez acreditando que nada mais mudaria em sua vida. É uma imagem forte, porque o Evangelho de hoje não fala apenas de um homem do passado. Ele fala também de muitos homens e mulheres de hoje. Fala de pessoas que, por fora, caminham normalmente, trabalham, estudam, sorriem, convivem… mas por dentro estão paralisadas. Há paralisias que não aparecem no corpo.Leia mais →

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Amados irmãos e irmãs, Neste santo domingo pascal, a Igreja coloca diante de nós a memória das Santas Mulheres Miróforas. Elas saíram de madrugada levando perfumes ao sepulcro de Cristo. Iam prestar o último gesto de amor Àquele que julgavam morto. Porém, encontraram algo que mudou a história do mundo: o túmulo vazio. As Miróforas nos ensinam, antes de tudo, a fidelidade. Quando muitos desapareceram por medo, elas permaneceram. Quando parecia que tudo havia terminado, elas continuaram amando. Não compreenderam ainda a Ressurreição, mas não abandonaram o Senhor. Quantas vezes também nós passamosLeia mais →

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Amados irmãos e irmãs, Neste santo tempo pascal, a Igreja nos conduz hoje ao chamado Domingo de Tomé, também conhecido como Domingo Novo. Não se trata apenas da recordação de um episódio do passado, mas de uma revelação profunda sobre a vida cristã, sobre a fé, sobre a Igreja e sobre o encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado. O Evangelho nos mostra os discípulos reunidos no Cenáculo, com as portas fechadas. As portas estavam trancadas por fora, mas também por dentro: trancadas pelo medo, pela decepção, pela insegurança e pela dor da perda.Leia mais →

O Caminho da Cruz e o Ícone do Arrependimento Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amados irmãos e irmãs em Cristo: as sombras da Grande Quaresma começam a ser transpassadas pelos primeiros raios da Semana Santa. Hoje, a Igreja nos coloca no caminho de Jerusalém. Não se trata de um deslocamento no espaço, mas de uma ascensão espiritual. Jesus toma a dianteira e profere as palavras que estremecem a nossa zona de conforto: “Eis que subimos a Jerusalém”. Subir a Jerusalém, na economia da nossa salvação, é o movimento da Kenosis — o esvaziamento absoluto do Verbo que se entrega àLeia mais →

“Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9,24) Mons. André [Sperandio] Arquimandrita Amados irmãos e irmãs, Chegamos ao IV Domingo da Santa e Grande Quaresma. Já caminhamos algumas semanas: o corpo sente o peso; a mente se dispersa; o coração, às vezes, esfria. E é justamente aqui — no meio do jejum — que a Igreja nos apresenta São João Clímaco, o autor da Escada, como um sinal de esperança e um chamado a recomeçar. E o Evangelho de hoje coloca em nossos lábios uma das orações mais verdadeiras da vida cristã: “Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” Vemos um pai ferido pela dor doLeia mais →

Homilia XVI, 3 Depois de dizer: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas», e de reforçar a sua afirmação acrescentando: «Não vim revogar, mas completar», não contente com isso, Jesus insiste ainda mais com estas palavras: «Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra». É como se tivesse dito: é impossível que a lei não seja cumprida; pelo contrário, ela será necessariamente observada até à mais pequena letra. Foi isso que Jesus Cristo fez, cumprindo-a na perfeição. E não éLeia mais →

Catequese batismal, n.º 2, 1-3 O pecado é uma coisa terrível e a transgressão é uma doença cruel da alma, pois corta os nervos da alma, preparando assim o caminho para o fogo eterno. […] Mas tu não és o único instigador da má ação; há outro cuja perversidade te incita a ela: o diabo. Este ser sugere o mal a todos, mas não triunfa sobre aqueles que se recusam a ouvi-lo. Daí a palavra do Eclesiastes: «Se a ira do príncipe se inflamar contra ti, não abandones o teu posto» (Qo 10,4), tranca a tua porta, mantém-no longe de ti e ele não teLeia mais →

Catequese batismal n.º 15, 25 «O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar» (Jo 5,22); não é que Se despoje do seu poder, mas julga através do Filho, e o Filho julga por indicação do Pai. Porque as indicações do Pai não são de um tipo e as indicações do Filho de outro tipo, elas são uma única e mesma indicação. O que diz então o juiz sobre a tua responsabilidade ou irresponsabilidade em relação às tuas obras? «Todas as nações se reunirão na sua presença», pois todos devem dobrar o joelho diante de Cristo, seja no Céu, na TerraLeia mais →

Interpretação do Pai Nosso Percebemos que as palavras da oração do Senhor contêm um pedido: ela fala do Pai, do nome do Pai e do reino, e mostra que aquele que reza é filho deste Pai na graça; a oração pede que aqueles que estão no Céu e aqueles que estão na Terra se encontrem numa mesma vontade, e prescreve que peçamos o pão de cada dia; ela dá aos homens a lei da reconciliação e, pelo facto de perdoar e de ser perdoada, reconcilia a natureza consigo mesma, para que não seja dividida pela diferença de vontades; ela ensina-nos a lutar para não cairmosLeia mais →