O evangelho mostra-nos a grande fé, a paciência, a perseverança e a humildade da cananeia. […] Esta mulher era dotada de uma paciência verdadeiramente fora do comum. Ao seu primeiro pedido, o Senhor não responde uma palavra. Apesar disso, longe de cessar de rezar, ela implora-Lhe com redobrada insistência o socorro da sua bondade. […] Vendo o ardor da nossa fé e a tenacidade da nossa perseverança na oração, o Senhor acabará por ter piedade de nós e conceder-nos-á o que desejamos. A filha da cananeia era «atormentada por um demónio». Uma vez expulso o nefasto desassossego dos nossos pensamentos e desfeitos os nós dosLeia mais →

Se perguntarmos porque é que João batizava, uma vez que não podia remir os pecados com o seu batismo, a razão é bem clara: para ser fiel ao seu ministério de Precursor, João tinha de batizar antes do Senhor, tal como nascera antes dele, pregava antes dele e morreria antes dele. Mas também o fazia para impedir que as invejas quezilentas dos fariseus e dos escribas recaíssem sobre o ministério do Senhor, como aconteceria se fosse Ele o primeiro a dar o batismo aos homens. «Donde era o batismo de João? Do Céu ou dos homens?». Tal como não ousaram negar que vinha do Céu,Leia mais →

«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». Com estas palavras, Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons singulares que lhe foram concedidos, e a seguir enumera os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o gênero humano. Glorifica o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e serviço de Deus e, pela observância dos mandamentos, mostra que está a pensar sempre no poder da majestade divina. Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas em meditar no seu Criador, de quem espera a salvaçãoLeia mais →

Mateus dá mais explicações [que Marcos] sobre a compaixão de Jesus, dizendo: «cheio de compaixão, curou os seus doentes». Porque ter compaixão dos pobres e daqueles que não têm pastor é precisamente abrir-lhes o caminho da verdade, instruindo-os; é fazer desaparecer as suas enfermidades físicas, sarando-as; mas é também alimentá-los quando têm fome, encorajando-os a louvar a generosidade de Deus. Foi o que Jesus fez. […] Ele pôs à prova a fé da multidão e, tendo-a provado, deu-lhe uma recompensa proporcional. Efetivamente, procurou um lugar isolado, para ver se as pessoas tinham desejo de O seguir. E elas seguiram-no: tomaram a toda a pressa oLeia mais →

O fato de o nascimento de João ser comemorado quando os dias começam a diminuir e o do Senhor quando os dias começam a aumentar tem um significado simbólico. Com efeito, o próprio João revelou o segredo desta diferença. As multidões tomavam-no pelo Messias em razão das suas virtudes eminentes, e alguns consideravam que o Senhor não era o Messias, mas um profeta, devido à fragilidade da sua condição corporal. E João declarou: «Convém que Ele cresça e que eu diminua» (Jo 3:30). E o Senhor cresceu verdadeiramente, porque, quando foi olhado como profeta, deu a conhecer aos crentes do mundo inteiro que era oLeia mais →

«Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: “Segue-Me”». Não o viu tanto com os olhos do corpo, quanto com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano, compadeceu-Se dele, escolheu-o e disse-lhe: «Segue-Me», isto é, imita-Me. Convidou-o a segui-l’O, mais que com os passos, no modo de viver. Porque «quem diz que permanece em Cristo deve também proceder como Ele procedeu» (1Jo 2,6). Mateus levantou-se e seguiu-O. Não devemos admirar-nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aosLeia mais →

Ilustre precursor da graça e mensageiro da verdade, João Baptista, tocha de Cristo, torna-se evangelista da Luz eterna. O testemunho profético que não cessou de dar com a sua mensagem, com toda a sua vida e a sua actividade, assinala-o hoje com o seu sangue e o seu martírio. Sempre tinha precedido o Mestre: ao nascer, anunciara a Sua vinda a este mundo. Ao baptizar os penitentes do Jordão, tinha prefigurado Aquele que vinha instituir o Seu baptismo. E a morte de Cristo redentor, seu Salvador, que deu a vida ao mundo, também João Baptista a viveu antecipadamente, derramando o seu sangue por Ele, porLeia mais →