Formamos um só corpo através da nossa comunidade de crenças, da nossa unidade de disciplina e da nossa comunhão de esperança. Marchamos juntos como um exército, para sitiar a Deus e forçar a sua mão com as nossas orações. Esta violência é agradável a Deus. Também rezamos pelos imperadores e os seus ministros, pela atual situação do mundo e pela paz. Reunimo-nos para recordar as Sagradas Escrituras, nas quais, consoante as circunstâncias, encontramos esclarecimentos ou advertências. Estas palavras sagradas alimentam a nossa fé, elevam a nossa esperança, fortalecem a nossa confiança e reforçam a nossa disciplina; nelas se fazem exortações, correções e juízos divinos. […]Leia mais →

Nenhum obstáculo pode, evidentemente, impedir que a vontade de Deus se realize; nós não Lhe desejamos boa sorte na execução dos seus desígnios, antes pedimos que a sua vontade seja feita em todos os homens. […] A natureza da nossa oração continua a ser a mesma: que a vontade de Deus se realize em nós na Terra, a fim de poder cumprir-se em nós no Céu. E qual é a vontade de Deus, senão que sigamos os seus caminhos? Supliquemos-Lhe, pois, que nos comunique a substância e a energia da sua vontade, a fim de sermos salvos na Terra e nos Céus, pois a suaLeia mais →

A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o evangelho. Começa por um testemunho prestado a Deus por um ato de fé, quando dizemos: «Pai nosso, que estás nos Céus». Com esta invocação, rezamos a Deus e proclamamos a nossa fé, conforme está escrito: «Àqueles que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Aliás, o Senhor chama frequentemente a Deus nosso Pai; mais ainda, ordenou-nos que , na Terra, a ninguém chamássemos Pai, reservando este nome para o Pai celeste (cf Mt 23,9). Rezando deste modo, estamos, pois, a obedecer à sua vontade. Felizes daqueles que reconhecem oLeia mais →

Cristo Jesus, Nosso Senhor, durante a sua estada neste mundo, enunciou quem era, quem fora, que era servo da vontade do Pai e que deveres prescrevia ao homem. Dizia tudo isto abertamente à multidão, ou dirigindo-Se em particular aos seus discípulos, de entre os quais escolheu doze para viverem a seu lado e que destinou para irem ensinar às nações. Após a queda de um deles, ordenou aos outros onze, no momento de partir para o Pai após a ressurreição, que fossem pregar a todos os povos e batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). Pouco depois, Matias juntou-seLeia mais →

Entre os seus discípulos, Cristo escolheu alguns aos quais Se ligou mais intensamente, para os enviar a pregar a todos os povos. E, quando um deles se separou dos restantes, ordenou aos outros onze, antes do seu regresso ao Pai depois da ressurreição, que fossem ensinar as nações e as batizassem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). Os apóstolos – cujo nome significa «enviados» – trataram imediatamente de tirar à sorte Matias para o lugar de Judas, segundo a profecia contida no salmo de David (108,8), e receberam, com a força do Espírito Santo que lhes fora prometida, oLeia mais →

Onde encontrar palavras para exprimir toda a excelência e felicidade do matrimonio cristão? A Igreja redige o contrato, a oferta eucarística confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele testemunha registram-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço! Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro,Leia mais →

Porque é que o Filho de Deus nasceu de uma Virgem? […] Era necessário um modo totalmente novo de nascer para Aquele que ia consagrar uma nova ordem de nascimento. Isaías tinha profetizado que o Senhor anunciaria esta maravilha através de um sinal. Que sinal? «Eis que uma virgem vai conceber e dará à luz um filho.» Sim, a Virgem concebeu e deu à luz o Emanuel, Deus connosco (Is 7, 14; Mt 1, 23). Eis a nova ordem de nascimento: o homem nasce em Deus porque Deus nasce no homem; Deus faz-Se carne, para regenerar a carne pela semente nova do Espírito e lavarLeia mais →

Na constituição do mundo, «tudo foi feito pela Palavra de Deus e nada foi feito sem ela» (Jo 1, 3). Quando se trata de criar o homem, é igualmente a Palavra de Deus que opera, dado que «sem a Palavra de Deus nada foi feito». Deus, com efeito, disse primeiro esta palavra: «Façamos o homem». Mas para exprimir a superioridade desta criatura sobre todas as outras, Deus deu-lhe forma com a Sua própria mão; por isso, está dito que «Deus modelou o homem» (Gn 2, 7). […] «E Deus, diz a Escritura, modelou o homem com o barro da terra.» Não era ainda senão barro,Leia mais →

Vivendo entre irmãos, servos do mesmo amo e para quem tudo é comum, a esperança, o receio, a alegria, o desgosto, o sofrimento (pois têm uma mesma alma, vinda do mesmo Senhor e Pai), porque crês que eles são diferentes de ti? Porque receias que aqueles que conheceram as mesmas quedas se regozijem com as tuas? O corpo não pode regozijar-se com o mal que acontece a um dos seus membros; aflige-se por inteiro e por inteiro se esforça por curá-lo. Onde dois fiéis estiverem unidos, aí está a Igreja, mas a Igreja é Cristo. Portanto, quando beijas os joelhos dos teus irmãos, é CristoLeia mais →

Cristo Jesus, Nosso Senhor, durante a Sua estada sobre terra, afirmou aquilo que era, aquilo que fora, que era servo da vontade do Pai, e que deveres prescrevia ao homem. Dizia tudo isto abertamente à multidão, ou dirigindo-Se em particular aos Seus discípulos, de entre os quais escolheu doze principais para viverem a Seu lado, a quem destinou para irem ensinar às nações. Após a queda de um deles, ordenou aos outros onze, no momento de partir para o Pai após a ressurreição, que fossem pregar a todos os povos e batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 19).Leia mais →