«Venha o teu Reino» (Mt 6,10). Pedimos que o Reino de Deus se realize para nós, no sentido de implorarmos que o seu nome seja santificado em nós. Com efeito, quando é que Deus não reina? E quando começou o que nele sempre existiu e nunca acabará? Pedimos-Lhe, pois, que venha o nosso reino, aquele que Deus nos prometeu, aquele que Cristo nos obteve com a sua Paixão e o seu sangue. Assim, depois de termos sido escravos neste mundo, seremos reis, quando Cristo for soberano, como Ele mesmo nos prometeu ao dizer: «Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vosLeia mais →

Exorto-vos a que persevereis fortes e constantes na confissão da glória celeste e […] avanceis com energia espiritual até receber a coroa, tendo como protetor e guia o Senhor, que disse: «Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,20). […] Feliz cárcere, que leva ao céu os homens de Deus! […] Nada mais ocupe agora o vosso coração e o vosso espírito que os preceitos divinos e os mandamentos celestes, por meio dos quais sempre o Espírito Santo vos animou a suportar os tormentos. Ninguém pense na morte, mas na imortalidade; nem no suplício transitório, mas na glória eterna, poisLeia mais →

Revelar o nome de Cristo, dizer-se cristão, sem seguir a via de Cristo, é trair este nome divino e abandonar o caminho da salvação. Porque o próprio Senhor ensina e declara que quem segue os seus mandamentos entrará na vida eterna (cf Mt 19,17), quem escuta as suas palavras e as põe em prática é sábio (cf Mt 7,24), e quem as ensina e com elas se conforma nas suas obras será chamado grande no Reino dos Céus. A pregação boa e salutar, afirma Ele, só aproveita ao pregador se a palavra que lhe sair da boca se traduzir em obras. Ora, haverá mandamento queLeia mais →

O Reino de Deus está próximo (Lc 21,31). Aproxima-se o Reino de Deus, irmãos muito queridos. Com o fim do mundo, anuncia-se já a recompensa da vida, a felicidade da salvação eterna, a segurança perpétua e a alegria do paraíso que outrora perdemos. E já as realidades do Céu se sucedem às realidades humanas, as grandes às pequenas, as eternas às temporais. Haverá lugar à inquietação, à apreensão pelo futuro? […] Está escrito que «o justo viverá da fé» (Rom 1,17). Se fordes justos e viverdes da fé, se acreditardes verdadeiramente em Jesus Cristo, é natural que vos alegreis ao ser chamados a Ele […],Leia mais →

O Senhor quis que nos alegrássemos, que rejubilássemos de alegria quando somos perseguidos (Mt 5,12), porque, com as perseguições, vem-nos também a coroa da fé (Tg 1,12); pois é nessa altura que os soldados de Cristo dão prova do que são e que os céus se abrem ao seu testemunho. Não pertencemos à milícia de Cristo para vivermos descansados e para repousarmos durante o serviço, sabendo que o Mestre da humildade, da paciência e do sofrimento pertenceu à mesma milícia antes de nós. E aquilo que nos ensinou, que Ele próprio foi o primeiro a cumprir e que nos exorta a cumprirmos também, Ele oLeia mais →

O Senhor disse: «Se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». Mostra assim que não é o grande número dos que rezam, mas a sua unanimidade, que obtém graças. «Se dois de vós se unirem na Terra»: Cristo põe em primeiro lugar a unidade das almas, põe antes de tudo a concórdia e a paz. Que haja plena concórdia entre nós, foi o que Ele constante e firmemente pregou. Ora, como pode ter concórdia com outroLeia mais →

“Os preceitos evangélicos, irmãos caríssimos, são bases para consolidar a fé, alimento para revigorar o coração, guias para mostrar o caminho, garantias para obter a salvação. Enquanto instruem na terra os espíritos dóceis dos que creem, eles os conduzem para o Reino dos céus. O Senhor ensinou o modo de orar e nos instruiu e aconselhou sobre o que havemos de pedir. Quem nos deu a vida, também nos ensinou a orar. Pode haver, com efeito, oração mais espiritual do que aquela que nos foi ensinada por Cristo, que também nos enviou o Espírito Santo? Pode haver prece mais verdadeira aos olhos do Pai doLeia mais →

Não devemos chorar os nossos irmãos que a chamada do Senhor retirou deste mundo, pois sabemos que não se perderam, mas partiram antes de nós: deixaram-nos como viajantes, como navegantes, para nos precederem. Devemos portanto invejá-los em vez de os chorar, e não devemos vestir-nos, aqui em baixo, com roupas escuras enquanto, lá no Alto, eles envergam vestes brancas. Não demos aos pagãos oportunidade de com razão nos reprovarem por lamentarmos aqueles que declaramos vivos junto de Deus, como se estivessem aniquilados e perdidos. É que traímos a nossa esperança e fé se o que dizemos parece fingimento e mentira. De nada serve afirmarmos porLeia mais →

O que Cristo fez e ensinou foi a vontade de Deus: a humildade na conduta, a firmeza na fé, a contenção nas palavras, a justiça nas ações, a misericórdia nas obras, a retidão nos costumes; ser incapaz de fazer o mal, mas poder tolerá-lo quando se é vítima dele; manter a paz com os irmãos; querer ao Senhor de todo o coração; amar nele o Pai e temer a Deus; não pôr nada à frente de Cristo, pois Ele próprio nada pôs à nossa frente; ligarmo-nos inabalavelmente ao seu amor; abraçar com força e confiança a própria cruz; quando for preciso, lutar pelo seu nomeLeia mais →

O Senhor não Se contentou em nos ensinar a rezar com palavras, também nos deu o seu exemplo: vemo-Lo frequentemente em oração. […] Com efeito, está escrito: «Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar». E noutra passagem: «Foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus» (Lc 22,31). Se Ele, que era sem pecado, rezava assim, quanto mais devem rezar os pecadores. Se Ele passava a noite em vigília de oração, quanto mais devemos nós rezar sem cessar e vigiar. O Senhor rezava e intercedia, não por Si mesmo – pois por que falta pediria perdão oLeia mais →