Para mim, a árvore da cruz é a da salvação eterna. Alimenta-me e faço dela o meu banquete. Agarro-me através das suas raízes e, através dos seus ramos, expando-me; o seu orvalho purifica-me e o seu sopro, como um vento delicioso, torna-me fecundo. Ergui a minha tenda à sua sombra e, fugindo aos grandes calores, aí encontro um refúgio de frescor. É através das suas flores que floresço e os seus frutos são as minhas delícias; esses frutos que me estavam reservados desde as origens e com os quais me consolo sem limite. […] Quando tremo em face de Deus, esta árvore protege-me; quando vacilo,Leia mais →

“Mulher, porque choras?” Bem-amado Senhor, como podes perguntar porque é que ela chora? Não é verdade que ela te viu cruelmente imolado, atravessado por pregos, suspenso do madeiro como um salteador, entregue às zombarias dos ímpios? Como é que podes dizer-lhe: “Mulher, porque choras?” Ele não conseguiu arrancar-te à morte mas queria, ao menos, embalsamar o teu corpo, para o perservar da corrupção o máximo tempo possível… E eis que, para cúmulo, julga ter perdido esse corpo que ela tinha ainda a alegria de possuir. Com essa perda, toda a esperança se esfumou para ela, se nada pode guardar em memória de ti. Como éLeia mais →

Todas la obras y milagros de Cristo son sobresalientes, divinos y admirables; pero lo más digno de admiración es su venerable cruz. Porque por ninguna otra causa se ha abolido la muerte, se ha extinguido el pecado del primer padre, se ha expoliado el Infierno, se nos ha entregado la resurrección, se nos ha concedido la fuerza de despreciar el mundo presente y la muerte misma, se ha enderezado nuestro regreso a la primitiva felicidad, se han abierto las puertas del Paraíso, se ha situado nuestra naturaleza junto a la diestra de Dios, y hemos sido hechos hijos y herederos suyos, no por ninguna otraLeia mais →

«Perto do lugar em que Jesus tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo […]. Foi ali que puseram Jesus» (Jo 19, 41-42) Em que estação desperta o Salvador? No Cântico dos Cânticos, diz-se: «Eis que o Inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra […]» (2, 11-12). Não estará a terra actualmente cheia de flores […]? Com a chegada do mês de Abril, estamos na Primavera. Ora é nesta estação, neste primeiro mês do calendário hebraico, que se celebra a Páscoa, outrora em símbolo e agora na realidade. […] Um horto foi o local da sepulturaLeia mais →