É preciso não desejar nem procurar estouvadamente sinais visíveis, uma vez que o Senhor está sempre pronto a socorrer os seus santos. Ele não manifesta sem necessidade o seu poder numa obra ou num sinal sensível, para não esbater a ajuda que dele recebemos nem nos prejudicar. É desta forma que Ele providencia junto dos seus santos. Quer mostrar-lhes que a atenção secreta que lhes presta não os abandona um instante, mas que, em tudo, os deixa travar o combate segundo a medida das suas forças e esforçar-se por rezar. Mas, se uma dificuldade os abate, quando estão doentes ou desencorajados porque a sua naturezaLeia mais →

Está dito que só a ajuda de Deus salva. Quando um homem sabe que não há mais nenhum socorro, reza muito. E, quanto mais reza, mais o seu coração se torna humilde, porque não se pode rezar e pedir sem se ser humilde. “Não desprezarás, ó Deus, um coração oprimido e humilhado” (Sl 50,19). Com efeito, enquanto o coração não se torna humilde, é-lhe impossível escapar à dispersão; a humildade faz o coração virar-se sobre si mesmo. Quando o homem se torna humilde, imediatamente a compaixão o envolve e o seu coração sente então o socorro divino. Descobre que nele sobe uma força, a forçaLeia mais →

A compaixão, por um lado, e o juízo de simples equidade, por outro, se coexistem na mesma alma, são como um homem que adora Deus e os ídolos na mesma casa. A compaixão é o contrário do julgamento por simples justiça. O julgamento estritamente equitativo implica a igual repartição por todos de uma medida semelhante. Dá a cada um o que ele merece, não mais; não se inclina nem para um lado nem para o outro, não discerne na retribuição. Mas a compaixão é suscitada pela graça, inclina-se sobre todos com a mesma afeição, evita a simples retribuição àqueles que são dignos de castigo eLeia mais →