«Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz! Não torneis duros os vossos corações como em Meriba, […] no deserto, quando os vossos pais Me provocaram. […] Eles não entrarão no lugar do Meu repouso» (Sl 94, 7-11). A graça da promessa de Deus é abundante, se hoje ouvirmos a Sua voz, porque este hoje estende-se a cada novo dia enquanto se disser «hoje». Este hoje permanece até ao fim dos tempos, como permanece também a possibilidade de aprendermos. Nesse momento, o verdadeiro hoje, o dia sem fim de Deus, confundir-se-á com a eternidade. Obedeçamos pois sempre à voz do Verbo divino, à Palavra de Deus encarnada,Leia mais →

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição» […] Naquele tempo, com efeito, o Senhor exerceu o poder para cumprir na sua pessoa todos os mistérios que a Lei anunciava acerca de Si. Porque, na Paixão, Ele concretizou todas as profecias. Quando, segundo a profecia do bem-aventurado David (Sl 68,22), lhe ofereceram uma esponja embebida em vinagre para acalmar a sede, Ele aceitou-a dizendo: «Tudo está consumado». Depois, inclinando a cabeça, entregou o espírito (Jo 19,30). Não só Ele realizou pessoalmente tudo o que disse, como também nos confiou os seus mandamentos, para que os puséssemosLeia mais →

Os apóstolos viram o Senhor na sua glória quando ele foi transfigurado sobre o Monte Tabor; mas, mais tarde, na hora da sua paixão, eles fugiram com medo. Tal é a fragilidade do homem. Em verdade, somos bem desta terra; mais: desta terra pecadora. Por isso o Senhor disse: «Sem mim, nada podeis fazer». E é mesmo assim. Quando a graça está em nós, somos verdadeiramente humildes; então a nossa inteligência é mais viva, e somos obedientes, doces, agradáveis a Deus e aos homens. Mas quando perdemos a graça, secamos como um sarmento cortado da videira. Se alguém não ama o seu irmão pelo qualLeia mais →