«Eu batizo com água, mas no meio de vós está Quem vós não conheceis.» Não é no Espírito, mas em água que João batiza. Incapaz de perdoar os pecados, ele lava pela água o corpo dos batizados, mas não lava o espírito pelo perdão. Então porque é que ele batiza, se não perdoa os pecados pelo seu batismo? Por que, a não ser para permanecer no seu papel de precursor? Tal como, nascendo, precedeu o Senhor que ia nascer, assim também, batizando, precede o Senhor que ia batizar. Precursor de Cristo pela sua pregação, ele o foi também dando um batismo que era uma imagemLeia mais →

O Senhor Jesus quis que Moisés subisse sozinho à montanha, mas Josué juntou-se a ele (cf  Ex 24,13). Também no Evangelho, foi a Pedro, Tiago e João, de entre todos os discípulos, que revelou a glória da Sua ressurreição. Queria, assim, que o Seu mistério permanecesse oculto e avisou-os frequentemente de que não anunciassem facilmente o que tinham visto a qualquer pessoa, para que um ouvinte demasiado fraco não encontrasse aí um obstáculo que impedisse o seu espírito inconstante de receber estes mistérios em todo o seu poder. Porque até o próprio Pedro «não sabia o que dizia», pois acreditava ser preciso erguer três tendasLeia mais →

«João não era a Luz, mas dava testemunho da Luz» (Jo 1, 8). O precursor da Luz não era a Luz. Então por que se lhe dá o nome da lamparina acesa (Jo 5, 35) e de estrela da manhã? Ele era uma lamparina acesa, uma lamparina que ilumina, mas o fogo com que ardia não era o seu, a luz com que brilhava não era a sua. Ele era a estrela da manhã, mas não era a fonte da sua própria luz; era a graça Daquele de Quem ele era o precursor que ardia e resplandecia nele. Ele não era a Luz, mas participavaLeia mais →