A oração é uma arma poderosa, um tesouro indestrutível, uma riqueza inesgotável, um porto ao abrigo das tempestades, um reservatório de calma; a oração é a raiz, a fonte e a mãe de bens consideráveis. […] Mas a oração de que falo não é medíocre nem negligente; é uma oração ardente, que brota do sofrimento da alma e do esforço do espírito. Eis a oração que sobe aos céus. […] Escuta o que diz o escritor sagrado: «Ao Senhor, no meio da angústia, eu clamo e Ele me ouve» (Sl 119,1). Aquele que ora assim na sua angústia poderá, após a oração, desfrutar na suaLeia mais →

Oremos ao Verbo, a Palavra de Deus: Sê propício aos Teus filhos, Mestre, Pai, guia de Israel, Filho e Pai, um e dois em simultâneo, Senhor! Permite-nos, uma vez que obedecemos aos Teus mandamentos, que alcancemos a plena semelhança da imagem (Gn 1,26), que compreendamos segundo as nossas forças o Deus da bondade, o juiz sem dureza. Oferece-nos tudo Tu próprio: vivermos na Tua paz, sermos transportados para a Tua cidade, atravessarmos sem soçobrar as tempestades do pecado; sermos levados por sobre as águas calmas pelo Espírito Santo, pela Sabedoria inexprimível. Possibilita-nos cantar de noite e de dia, até ao último dia, os nossos louvoresLeia mais →

O bem supremo é a oração, o encontro familiar com Deus. […] A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a mediadora entre Deus e os homens. Por ela, a alma eleva-se ao céu e cinge-se a Deus num abraço inexprimível. Como uma criança chorando ao encontro da sua mãe, ela exprime a profundidade do seu desejo. Ela exprime a sua vontade profunda e recebe dádivas que ultrapassam toda a natureza visível. Porque a oração apresenta-se como uma embaixadora poderosa, ela alegra, ela apazigua a alma. Quando falo da oração, não imagines que se trata de palavras. Ela é um impulsoLeia mais →

Todo o fim do monge e a perfeição de coração consistem numa perseverança ininterrupta na oração. Tanto quanto ele está sujeito à fragilidade humana, esforça-se por adquirir uma tranquilidade absoluta de alma e uma perfeita pureza de coração. Tal é a razão que nos faz empreender o trabalho corporal e buscar de todas as maneiras a verdadeira contrição de coração, com uma constância incessante. Para adquirir o fervor e a pureza necessárias, a oração reclama uma total fidelidade nos seguintes pontos: primeiramente, uma completa libertação de toda a inquietação referente à carne. Em seguida, nenhum assunto, nenhum interesse cuja preocupação não possa ser excluída. RenunciarLeia mais →

O bem supremo é a oração, a conversa familiar com Deus. Ela é relação com Deus e união com Ele. Tal como os olhos do corpo são iluminados à vista da luz, assim a alma voltada para Deus é iluminada com a Sua inefável luz. A oração não é o efeito de uma atitude exterior, mas vem do coração. Não se limita a horas ou a momentos determinados, mas está em contínua atividade, de noite como de dia. Não nos contentemos com orientar o nosso pensamento para Deus apenas quando estamos em oração; mas quando outras ocupações – como o cuidado dos pobres ou qualquerLeia mais →

Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, não tenho um coração que empreenda partir à tua procura, nem arrependimento, nem ternura, nada daquilo que devolve aos filhos a sua herança. Mestre, não tenho lágrimas para te implorar. Tenho o espírito obscurecido pelas coisas desta vida, sem forças para tender para Ti na sua dor. O meu coração permanece frio nas provas, sem que as lágrimas do amor por Ti consigam aquecê-lo. Mas Tu, Senhor Jesus Cristo, meu Deus, tesouro dos bens, dá-me um arrependimento total e um coração dorido, a fim de que parta à Tua procura com toda a minha alma, pois sem Ti ficarei privadoLeia mais →

Nada torna a alma pura e feliz, nem a ilumina e afasta dela os maus pensamentos, como as vigílias. Por isso, todos os nossos pais perseveraram neste trabalho das vigílias e adoptaram por regra permanecer acordados de noite durante todo o curso da sua vida ascética. Fizeram-no especialmente porque tinham entendido o nosso Salvador convidar-nos a isso insistentemente, em diversos lugares, pela Sua Palavra viva: «Velai, pois, orando continuamente» (Lc 21,36); «Vigiai e orai, para não cairdes em tentação» (Mt 26,41); e ainda: «Orai sem cessar» (1 Tes5,17). E não Se contentou com advertir-nos apenas por palavras. Deu-nos também o exemplo na Sua pessoa, honrandoLeia mais →

A oração que se oferece durante a noite tem um grande poder, mais do que a que se oferece durante o dia. É por isso que todos os santos tiveram o hábito de rezar de noite, combatendo a moleza do corpo e a doçura do sono e ultrapassando a sua própria natureza corporal. Também o profeta dizia: “Estou cansado de tanto gemer; todas as noites banho o meu leito com as minhas lágrimas” (Sl 6,7), enquanto suspirava no fundo de si mesmo numa oração apaixonada. E, noutro passo: “Levanto-me a meio da noite para te louvar por causa das tuas sentenças, tu que és oLeia mais →

Àquele cujo coração está fundado na esperança da fé não falta coisa alguma. Embora nada tenha, tudo possui pela fé, como está escrito: «Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, recebê-lo-eis» e «O Senhor está perto. Não vos inquieteis por coisa alguma» (Mt 21, 22; Fil 4, 5-6) O intelecto está sempre à procura de meios que lhe permitam reter aquilo que adquiriu; mas a fé diz que, «se não for o Senhor a edificar a casa, em vão trabalham os construtores» (Sl 126, 1). Aquele que reza na fé nunca vive apenas do conhecimento intelectual. Esse saber faz o elogio do temor. O sábioLeia mais →

Não poderemos nós com razão adiantar que o deserto é o templo sem limites do nosso Deus? Aquele que mora no silêncio deve certamente gostar de locais retirados. Foi aí que muitas vezes Se manifestou aos Seus santos; foi graças à solidão que Ele Se dignou vir ter com os homens. Foi no deserto que Moisés, com a face banhada de luz, viu a Deus. […] Lá foi-lhe permitido conversar familiarmente com o Senhor. Palavra puxa palavra, dialogou com o Senhor do universo como um homem costuma falar com o seu semelhante. Foi lá que recebeu a vara de prodigiosos poderes. Entrou no deserto comoLeia mais →