Com o pensamento, vejamos Nosso Senhor Jesus Cristo sentado num trono de glória; a seu lado, encontram-se os serafins, os querubins e todas as ordens angélicas, que O servem com temor e tremor. Então, aqueles que tiverem concluído o combate sem se deixarem atrair pelas vantagens do século ou seduzir pelos encantos deste mundo ouvirão a voz bendita do Mestre: «Os justos brilharão como o sol» quando chegarem do nascer ao pôr do sol, do norte e do mar, e tomarem lugar no banquete, com Abraão, Isaac e Jacob (cf Mt 8,11), em alegria inefável (cf 1Pd 1,8), e o nosso Rei e Senhor distribuir os seus dons segundo os méritos de cada um. Ah, meus irmãos e meus filhos, ah, como é grande e bela a glória de que fruirão os três vezes bem-aventurados e os santos que tiverem praticado a renúncia! Sim, é bem certo que cada um receberá os bens prometidos segundo o nível em que tiver agradado a Deus. […]
Assim, pois, desde agora, correi com vigor (cf Gl 5,7) e que o demônio vos não enfeitice (cf Gl 3,1) nem vos entrave! […] Que sobre vós desça […] a misericórdia, a paz, a caridade, a ausência de inveja, de ciúme e de ostentação, a docilidade, uma linguagem benfazeja, a solidariedade, a compaixão de uns pelos outros, a humildade. Vivei assim, comportai-vos assim, rezando assim de todo o coração pela minha humilde pessoa, a fim de que eu não seja lançado no fogo eterno; possamos nós escapar-lhe, depois de termos sido julgado dignos do Reino dos Céus, no próprio Cristo, nosso Deus, a quem convém a glória, a honra, a adoração e a magnificência, com o Pai e o Espírito Santo, agora e para sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém.
São Teodoro Estudita (759-826)
Catequese 42
Fonte: Evangelho Cotidiano


