Carta aos Romanos, 5-7
Hoje, começo a ser discípulo. Que criatura alguma, visível ou invisível, me impeça de ir ter com Jesus Cristo. […] Nem os mais cruéis suplícios me perturbam, a única coisa que desejo é estar com Jesus Cristo. De que me servem as doçuras deste mundo e os impérios da Terra? Mais vale morrer por Cristo Jesus que reinar até aos confins do Universo. É a Ele que procuro, a Ele que morreu por nós; é a Ele que desejo, a Ele que ressuscitou por nós.
Aproxima-se o momento do meu nascimento. […] Deixai-me abraçar a luz puríssima. Nessa altura, serei um homem. Permiti-me imitar a Paixão do meu Deus. […] Os meus desejos terrenos estão crucificados, já não tenho em mim fogo para amar a matéria, mas apenas a «água viva» (Jo 7,38) que murmura e me segreda ao coração: «Vem para junto do Pai». Não quero continuar a saborear os alimentos perecíveis nem as doçuras desta vida. É do pão de Deus que tenho fome, da carne de Jesus Cristo, Filho de David, e como bebida quero o seu sangue, que é o amor incorruptível.


