Deus Pai todo-poderoso, quero consagrar-Te a principal ocupação da minha vida. Que tudo em mim, as minhas palavras e os meus pensamentos, falem de Ti. […] Conscientes da nossa pobreza, pedimos-Te o que nos falta; escrutinaremos as palavras dos teus profetas e dos teus apóstolos com zelo infatigável, bateremos a todas as portas que a nossa inteligência encontrar cerradas. Mas é a Ti que cabe responder-nos, conceder-nos o que procuramos, abrir a porta fechada (cf Lc 11,9). Porque vivemos numa espécie de torpor pelo entorpecimento da nossa natureza; a nossa fraqueza de espírito impede-nos de compreender os teus mistérios devido a uma ignorância inelutável.
Felizmente, o estudo da tua doutrina reforça a nossa perceção da verdade divina, e a obediência da fé eleva-nos acima dos pensamentos dos homens comuns. Pedimos-Te, pois, que estimules os inícios deste empreendimento difícil, que firmes os progressos da nossa diligência e que nos chames a participar no Espírito que guiou os teus profetas e os teus apóstolos. Gostaríamos de compreender as suas palavras no sentido em que eles as pronunciaram e de empregar termos exatos para transmitir fielmente tudo o que eles exprimiram. […] Concede-nos o sentido preciso das palavras, a luz da inteligência, a beleza da expressão; estabelece a nossa fé na verdade. Faz-nos dizer aquilo em que acreditamos.Santo
Hilário de Poitiers (c. 315-367)
A Trindade, I, 37-38
Fonte: Evangelho Cotidiano


