Meu Senhor e meu Deus, esperança e alegria do meu coração, diz a esta minha alma se a alegria em que está é essa de que nos dizes, pelo Teu Filho: «Pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa». Encontrei, com efeito, uma alegria plena, e mais do que plena, porque o coração, o espírito, a alma, todo o meu ser, ao estar dela repleto, tê-la-á em abundância e sem medida. Não é ela que entrará nos que se alegram; mas serão estes quem, com todo o seu ser, nela entrarão. Fala, Senhor! Diz a este teu servo, ao mais profundo do seu coração,Leia mais →

Coragem, filha de Sião, não temas: «Eis que o teu Rei vem a ti: Ele é justo e vitorioso, humilde, montado num jumento, sobre um jumentinho, filho de uma jumenta» (Zac 9, 9). Ele vem, Aquele que está em toda a parte e que enche o universo, Ele avança para realizar em ti a salvação de todos. Ele vem, Aquele que não veio chamar os justos, mas os pecadores (Lc 5, 32), para fazer sair do pecado os que nele se extraviaram. Não temas, pois: «Deus está no meio de ti, tu és inabalável» (Sl 45, 6). Acolhe, de mãos erguidas, Aquele cujas mãos dsenharamLeia mais →

Se a nossa caridade fosse acompanhada de compaixão e de pena, não daríamos tanta atenção aos defeitos do próximo, de acordo com a palavra que diz: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4,8) e também: “A caridade não se atarda no mal, desculpa tudo” (1Co, 13,5.7). Por isso, se tivéssemos caridade, essa mesma caridade cobriria toda a falta e nós seríamos como os santos quando vêem os defeitos dos homens. Será então que os santos são cegos a ponto de não verem os pecados? Mas haverá quem deteste tanto o pecado como os santos? E, contudo, eles não odeiam o pecador, não oLeia mais →

A Lei diz: «Olho por olho, dente por dente» (Ex 21,24). Mas o Senhor exorta, não somente a receber a bofetada daquele que nos bate, mas ainda a apresentar-lhe humildemente a outra face (Mt 5, 38-39). É que o objetivo da Lei era ensinar-nos a não fazer o que não queremos suportar. Impedia-nos de fazer o mal, pelo medo de sofrer. Mas o que agora é pedido, repito-o, é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o gosto pela glória e as outras paixões. Numa palavra, a intenção de Cristo, nosso mestre, é precisamente ensinar-nos como é que fomos levados a cometer todos essesLeia mais →

A Lei dizia: «Olho por olho, dente por dente» (Ex 21,24). Mas o Senhor exorta-nos, não somente a recebermos com paciência a bofetada de quem a dá, mas ainda a apresentar-lhe humildemente outra face. A intenção da Lei era ensinar-nos a não fazer o que não queríamos sofrer. Por conseguinte, impedia-nos de fazer o mal pelo medo de sofrer. Mas o que é pedido agora é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o amor à glória e as outras más tendências. […] Cristo ensina-nos, pelos santos mandamentos, como nos purificarmos das nossas paixões, para que não nos façam recair de novo nos mesmosLeia mais →

Que aquele que quer alcançar o verdadeiro descanso do espírito aprenda a ser humilde! Perceba que na humildade se encontra toda a alegria, toda a glória e todo descanso, tal como na soberba se encontra tudo o que lhes é contrário. Com efeito, porque chegámos nós a viver todas as nossas tribulações? Porque caímos em toda esta miséria? Não teria sido por causa da nossa soberba e da nossa loucura? Não teria sido por termos seguido as nossas más inclinações e por nos termos apegado à nossa amarga vontade? Mas porque o fizemos? Não foi o homem criado na plenitude do bem-estar, da alegria, daLeia mais →

No dia da tua Ascensão, ó Cristo Rei, os anjos e os homens proclamam: «Senhor, tu és Santo porque desceste e salvaste, do abismo da morte e do pecado, a Adão, o homem feito do pó (Gn 2, 7), e pela tua santa Ascensão, ó Filho de Deus, os céus e a terra entram em paz. Glória Àquele que te enviou!» A Igreja viu o seu Esposo na glória, e esqueceu os sofrimentos suportados no Gólgota. Em vez do peso da cruz que Ele levava é uma nuvem de luz que O leva. Eis que se eleva, vestido de esplendor e de glória. Um grandeLeia mais →

«O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente, […] quebrar toda a espécie de opressão» (Is 58,6) Os Ninivitas jejuaram com rigor, um jejum puro e verdadeiro, quando Jonas lhes pregou a conversão […]. Eis o que está escrito: «Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que ti¬nha resolvido fazer-lhes, não lho fez» (Jon 3,10). Não é dito: «Vive em abstinência de pão e de água, vestido de saco e coberto de cinzas», mas «Que eles regressem dos maus caminhos e da malvadez das suas obras». Pois o rei de NíniveLeia mais →

A imolação do cordeiro, o rito da Páscoa e a letra da Lei desembocaram em Cristo Jesus, em vista de Quem tudo aconteceu na Lei antiga, e ainda mais na ordem nova. Porque a Lei se fez o Verbo e, de antiga, se tornou nova […], o mandamento transformou-se em graça, a figura em verdade, o cordeiro veio a ser o Filho, a ovelha veio a ser homem e o homem veio a ser Deus. […] Sendo Deus, o Senhor revestiu-Se de homem, sofreu por aquele que sofria, foi preso por aquele que se encontrava cativo, foi julgado pelo culpado, foi sepultado por aquele queLeia mais →

Vi o Senhor fazer milagres no Evangelho e o meu discurso cauteloso é neles que toma segurança. Vi o centurião prostrar-se aos pés do Senhor; vi as nações enviarem a Cristo as primícias dos seus frutos. A cruz ainda não se ergueu e já os pagãos se precipitam para o Mestre. Ainda não se escutou: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19) e já os povos acorrem. Acorrem antes de serem chamados, ardem de desejo do Senhor. Ainda a pregação não começou e já eles se apressam ao encontro do Pregador. Pedro […] ainda está a ser ensinado e já elesLeia mais →