Jesus é Aquele que saiu do tronco de Jessé segundo a carne, que nasceu da descendência de David segundo a carne e foi estabelecido no seu poder de Filho de Deus segundo o Espírito que santifica (cf Is 11,1; Rom 1,3-4). Sim, Ele é o ramo saído do tronco de Jessé», mas não é um ramo, pois é «o Primogénito de toda a criatura» (Col 1,15); Ele não é apenas um ramo, mas é Deus, é o Verbo que estava com Deus e o Verbo que era Deus (cf Jo 1,1); Aquele que nasceu segundo a carne é uma vara saída do tronco de Jessé,Leia mais →

André foi o primeiro a reconhecer o Senhor como seu mestre; ele é o primogénito do colégio apostólico. O seu olhar penetrante pressentiu a vinda do Senhor, e ele trocou as instruções de João pelos ensinamentos de Cristo, selando as palavras do Batista. Ele era o discípulo estimado de João: à luz da lâmpada, procurava a verdade da luz; e, sob o seu brilho indeciso, habituou-se ao esplendor de Cristo. «Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo», disse João (Jo 1, 29): eis Aquele que liberta da morte, eis Aquele que destrói o pecado; eu não fui enviado como o noivo,Leia mais →

Lembra-te de que «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes» (Jo 4,6). Tem presente a palavra do Senhor: «Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado» (Mt 23,12). Se achas que tens alguma coisa boa, reconhece-a, mas sem esquecer as tuas faltas; não te engrandeças com o bem que hoje fizeste, nem esqueças o mal recente ou passado; se o presente é para ti motivo de glória, lembra-te do passado e assim destruirás esse estúpido abcesso! Se vires o teu próximo pecar, não consideres mais do que a falta que ele cometeu e pensa também no bem que fazLeia mais →

São João escreve: «Nós vimo-lo e disso damos testemunho» (1Jo 1,2). Onde O viram eles? Na sua manifestação. Como foi a sua manifestação? Foi debaixo do Sol, ou seja, a esta luz visível. Mas poderíamos nós ver quem fez o Sol à luz do mesmo Sol se Ele não tivesse feito lá no alto, «uma tenda para o sol; é dali que ele sai, como um noivo do seu tálamo, e, qual herói, percorre alegre o seu caminho» (Sl 19,6)? Verdadeiro Criador, Ele é anterior ao Sol, precedeu a estrela da manhã, todos os astros e todos os anjos, porque «por meio dele todas asLeia mais →

Demos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, por nos ter tornado dignos de receber dele um pouco de alegria na abundância das nossas dores. Ele acalmou o nosso coração abatido, aumentando a nossa humildade e fortalecendo a nossa fé. Peçamos-Lhe, pois, com gemidos e lágrimas, que nos conceda a sua piedade e o seu perdão. Que Ele nos torne dignos de dizer: «Retiraste-me a veste de penitência e ornaste-me de alegria» (Sl 29,12). […] O que Deus procura em nós são os frutos do Espírito Santo; não sejamos negligentes, pois é sobre eles que seremos interrogados. Não deixemos de nos estimular unsLeia mais →

João Batista recomenda-nos que façamos grandes coisas: «Produzi frutos dignos do arrependimento» e ainda: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo» (Lc 3, 8.11). Ora, isto é também o que afirma Aquele que é a Verdade: «Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele». Estas palavras vêm-nos do alto e devemos meditar nelas com grande atenção. Pois como pode o Reino dos Céus ser tomado pela força? Quem pode fazer violência ao Céu? E, se o Reino dos Céus sofre violência,Leia mais →

Se queres amar a Cristo, alarga o teu amor ao mundo inteiro, pois os membros de Cristo estão estendidos por todo o mundo. Se amares apenas uma parte deles, estarás separado; se estiveres separado, não estarás no corpo; e, se não estiveres no corpo, não estarás sujeito à cabeça. De que serve crer e blasfemar? Adorá-lo na cabeça e blasfemar no corpo? Pois Ele ama o seu corpo; e, mesmo que tu te separes do seu corpo, a cabeça não se separará dele, e gritar-te-á do Céu: é em vão que me honras, é em vão que me honras. Como se alguém quisesse beijar-te oLeia mais →

Eis que, pela morte da carne, nós permaneceremos no pó até ao fim do mundo; Ele [o nosso Redentor], porém, ao terceiro dia, libertado da secura da morte, está na sua verde frescura, para nos mostrar o poder da sua divindade pela renovação da sua própria carne. […] Se é verdade que o corpo do Senhor está vivo agora, depois da sua morte, para o nosso corpo, a glória da ressurreição é adiada até ao fim do mundo. Job teve o cuidado de assinalar este distanciamento, dizendo: «E eu ressuscitarei da terra no último dia» (Jb 19,25). Temos, pois, a esperança da nossa ressurreição, porqueLeia mais →

As palavras de Jesus Cristo Nosso Senhor que lemos no Evangelho recordam-nos que há uma unidade misteriosa para a qual devemos tender enquanto nos afadigamos no seio da multiplicidade deste mundo. Ora, tendemos para ela enquanto caminhamos e antes de descansarmos, enquanto estamos a caminho e ainda não chegámos à pátria, no tempo do desejo que não é ainda o dia do gozo. Tendamos para ela, mas tendamos sem covardia e sem interrupção, para que possamos finalmente alcançá-la. […] Marta estava ocupada com muitos cuidados, preparando uma refeição para o Salvador; Maria, sua irmã, que preferia ser alimentada por Ele, deixou a Marta as muitasLeia mais →

Na leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade. Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: «Não mereço que entres em minha casa […]. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado». Ao considerar-se indigno, revela-se digno – digno de que Cristo entre não só em sua casa, mas também no seu coração. […] Pois não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua casa sem entrar no seu coração. Com efeito, Cristo, Mestre de humildade pelo seu exemplo e pelas suas palavras, sentou-Se à mesa em casaLeia mais →