Se queres amar a Cristo, alarga o teu amor ao mundo inteiro, pois os membros de Cristo estão estendidos por todo o mundo. Se amares apenas uma parte deles, estarás separado; se estiveres separado, não estarás no corpo; e, se não estiveres no corpo, não estarás sujeito à cabeça. De que serve crer e blasfemar? Adorá-lo na cabeça e blasfemar no corpo? Pois Ele ama o seu corpo; e, mesmo que tu te separes do seu corpo, a cabeça não se separará dele, e gritar-te-á do Céu: é em vão que me honras, é em vão que me honras. Como se alguém quisesse beijar-te oLeia mais →

Demos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, por nos ter tornado dignos de receber dele um pouco de alegria na abundância das nossas dores. Ele acalmou o nosso coração abatido, aumentando a nossa humildade e fortalecendo a nossa fé. Peçamos-Lhe, pois, com gemidos e lágrimas, que nos conceda a sua piedade e o seu perdão. Que Ele nos torne dignos de dizer: «Retiraste-me a veste de penitência e ornaste-me de alegria» (Sl 29,12). […] O que Deus procura em nós são os frutos do Espírito Santo; não sejamos negligentes, pois é sobre eles que seremos interrogados. Não deixemos de nos estimular unsLeia mais →

O céu e a terra e tudo o que neles existe de toda a parte me dizem que Te ame, e não cessam de o dizer a todos os homens, para que não tenham desculpa (cf Rm 1,20). Mas, a um nível mais profundo, terás misericórdia de quem quiseres ter misericórdia e usarás de misericórdia com quem quiseres usar de misericórdia (cf Rm 9,15), pois, caso contrário, o céu e a terra cantarão os teus louvores a ouvidos surdos. […] Disse a todos os seres que rodeiam as portas da minha carne: «Falai-me do meu Deus, já que vós não o sois, dizei-me algo sobreLeia mais →

João Batista recomenda-nos que façamos grandes coisas: «Produzi frutos dignos do arrependimento» e ainda: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo» (Lc 3, 8.11). Ora, isto é também o que afirma Aquele que é a Verdade: «Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele». Estas palavras vêm-nos do alto e devemos meditar nelas com grande atenção. Pois como pode o Reino dos Céus ser tomado pela força? Quem pode fazer violência ao Céu? E, se o Reino dos Céus sofre violência,Leia mais →

Jesus é Aquele que saiu do tronco de Jessé segundo a carne, que nasceu da descendência de David segundo a carne e foi estabelecido no seu poder de Filho de Deus segundo o Espírito que santifica (cf Is 11,1; Rom 1,3-4). Sim, Ele é o ramo saído do tronco de Jessé», mas não é um ramo, pois é «o Primogénito de toda a criatura» (Col 1,15); Ele não é apenas um ramo, mas é Deus, é o Verbo que estava com Deus e o Verbo que era Deus (cf Jo 1,1); Aquele que nasceu segundo a carne é uma vara saída do tronco de Jessé,Leia mais →

Todos nós, que acreditamos em Jesus Cristo, somos chamados «pedras vivas», segundo as palavras da Escritura: «Vós, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo» (1Pd 2:5). Ora, quando se trata de pedras terrenas, sabemos que se colocam nos alicerces as mais sólidas e fortes, para que se lhes possa confiar e sobrepor todo o peso do edifício; da mesma maneira se deve entender que também de entre as pedras vivas algumas estão colocadas nos alicerces deste edifício espiritual. Quais são essas pedras que estãoLeia mais →

«A memória da vossa vida será comparada à cinza» (Jb 13,12 Vg). Aqueles cujo pensamento terreno os modela com base no século procuram deixar neste mundo, em cada um dos seus atos, a memória da sua pessoa; quer se trate de títulos de guerra, dos muros altaneiros dos edifícios ou de tratados eloquentes sobre as ciências do século, todos se esforçam incansavelmente por criar um nome que não seja esquecido. Mas a vida corre muito depressa para o seu fim e não pode garantir qualquer estabilidade, uma vez que também ela, na sua mobilidade, se escoa rapidamente. Com efeito, um sopro leva a cinza, comoLeia mais →

«Tem os ouvidos cheios de ruídos aterradores, e no meio da paz suspeita de armadilhas» (Jb 15-21, Vg). Pelo contrário, não há coisa mais feliz que um coração simples, que, mostrando-se aos outros pela inocência, nada tem a temer deles; pelo contrário, na sua simplicidade, é como cidadela fortificada, não o preocupa ter de sofrer da parte dos outros aquilo que ele próprio não se lembra de ter feito. Daí as sábias palavras de Salomão: «O temor do Senhor dá firme confiança» (Pr 14,26); e ainda: «A alma segura é como um banquete contínuo» (Pr 15,15). A paz da segurança é como um alimento queLeia mais →

Grandes Regras, Q. 2 Recebemos de Deus a tendência natural para cumprir Seus mandamentos, de modo que não podemos nos revoltar, como se Ele nos pedisse algo extraordinário, nem nos orgulhar, como se estivéssemos dando mais do que nos foi dado. […] Ao recebermos de Deus o mandamento do amor, já possuímos, desde a nossa origem, a capacidade natural de amar. Essa faculdade não nos foi imposta de fora para dentro; isso é evidente, pois buscamos naturalmente aquilo que é belo […]. Sem que nos ensinem, amamos aqueles que são nossos parentes, unidos por laços de sangue ou de aliança. E, de boa vontade, demonstramosLeia mais →

Homilia «Os ricos podem salvar-se?», 8-9; PG 9, 603 Ignorar a Deus é morrer; pois a vida reside apenas em conhecê-l’O, viver n’Ele, amá-l’O e procurar assemelhar-se a Ele. Se quereis a vida eterna, […] procurai antes de mais conhecê-l’O, ainda que «ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-l’O» (Mt 11,27). Em Deus, conhecei a grandeza do Redentor e a sua graça inestimável; pois, diz o apóstolo João, «a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» (Jo 1,17). […] Se a LeiLeia mais →