(Gn 3,9): responder aos apelos do Senhor A minha alma anseia pelo Senhor e eu procuro-o com lágrimas. Como poderia não te procurar? Tu foste o primeiro a encontrar-me. Tu permitiste-me que vivesse a doçura do teu Espírito Santo e a minha alma amou-te. Tu vês, Senhor, o meu sofrimento e as minhas lágrimas. Se não me tivesses atraído com o teu amor, eu não te procuraria como te procuro. Mas o teu Espírito fez-me conhecer-te e a minha alma alegra-se por tu seres o meu Deus e o meu Senhor e, até às lágrimas, anseio por ti… Senhor misericordioso, tu vês a minha quedaLeia mais →

A alma do homem humilde é como o mar; quando atiramos uma pedra ao mar, a pedra agita a superfície das águas durante uns instantes, mas em seguida mergulha nas profundezas. Assim são absorvidas as dores no coração do homem humilde, porque a força do Senhor está com ele. Onde habitas tu, alma humilde? Quem vive em ti? E a que posso eu comparar-te? Resplandeces, brilhante como o sol, mas não te consomes, apesar de arderes (Ex 3, 2), e aqueces todos os homens com o teu ardor. A ti pertence a terra dos mansos, nas palavras do Senhor (Mt 5, 4). És semelhante aLeia mais →

Se os homens soubessem o que é o amor do Senhor, em multidão acorreriam junto de Cristo, e a todos Ele acalentaria com a sua graça. A sua misericórdia é inexprimível. O Senhor ama o pecador que se arrepende, e com ternura o aperta contra seu peito: «Onde estavas, meu filho? Há tanto tempo que te esperava» (cf. Lc 15,20). O Senhor chama a si todos os homens pela voz do Evangelho, e a sua voz ecoa no mundo inteiro: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos (Mt 11, 28). Vinde e bebei a água viva (Jo 7,37).Leia mais →

Se a doutrina da salvação iluminou de repente toda a terra como um raio de sol, foi certamente graças à força e à ajuda do céu. Com efeito, de acordo com a Sagrada Escritura, a voz dos evangelistas e dos apóstolos ressoou por toda a terra «e a sua palavra até aos confins do mundo» [Sl 19 (18), 5]. E, na verdade, em cada cidade, em cada burgo, qual eira cheia de trigo, constituíam-se em massa Igrejas fortes e repletas de milhares de fiéis. […] Mas, sob o reinado do imperador Cláudio, «o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago,Leia mais →

“O discípulo não está acima do mestre. Será perfeito se for como o mestre”. Os bem-aventurados discípulos estavam destinados a tornar-se os guias e os mestres espirituais da terra inteira. Deviam assim dar provas, mais do que quaisquer outros, de um visível fervor, estar familiarizados com a maneira de viver segundo o Evangelho e dispostos a praticar qualquer boa obra. Teriam de transmitir àqueles que instruissem a doutrina exacta, salutar e estritamente conforma à verdade, depois de primeiramente a terem contemplado e deixado a luz divina iluminar a sua inteligência. Sem isso, seriam cegos a conduzir outros cegos. Porque os que estão mergulhados nas trevasLeia mais →

Cristo, primícias da nova criação […], depois de ter vencido a morte, ressuscitou e sobe para o Pai como oferenda magnífica e esplendorosa, como as primícias do género humano, renovado e incorruptível. […] Podemos considerá-Lo o símbolo do feixe das primícias da colheita que o Senhor exigiu a Israel que oferecesse no Templo (Lev 23, 9). O que representa este sinal? Podemos comparar o género humano às espigas de um campo, que nascem da terra, ficam à espera de crescer e, depois de amadurecerem, são apanhadas pela morte. Era por isso que Cristo dizia aos Seus discípulos: «Não dizeis vós que, dentro de quatro meses,Leia mais →

«Cantai ao Senhor um cântico novo!» (Sl 95, 1). Novo é o cântico, para se ajustar a realidades novas; Paulo escreveu: «Se alguém está em Cristo é uma criatura nova; o mundo antigo passou, foi feito um mundo novo» (2Cor 5, 17). Os que eram israelitas pelo sangue foram libertados da tirania dos egípcios graças ao mediador desse tempo, o muito sábio Moisés; foram libertados do trabalho penoso dos tijolos, dos suores inúteis das tarefas terrenas […], da crueldade dos supervisores, da dureza inumana do faraó. Atravessaram o mar; no deserto comeram o maná; beberam água que jorrou do rochedo; passaram o Jordão a péLeia mais →

A missão de Cristo na terra estava cumprida, mas era necessário que nos tornássemos «participantes da natureza divina» do Verbo (2Ped 1, 4), isto é, que a nossa vida anterior fosse abandonada para se transformar numa nova […]. De facto, enquanto viveu visivelmente entre os seus, Cristo surgia-lhes, segundo julgo, como o dispensador de todos os bens. Mas quando chegou o momento em que teve de subir ao Pai celeste, foi necessário que Ele continuasse presente entre os seus fiéis por meio do Espírito e que habitasse pela fé nos nossos corações (Ef 3, 17). Aqueles em quem habita o Espírito são transformados e recebemLeia mais →