Não viveremos para sempre; dentro de pouco tempo, no momento determinado por Deus, vós e eu abandonaremos a vida neste mundo. O importante é que, quando isso acontecer, estejamos bem providos de víveres: de prática dos mandamentos e de agradar a Nosso Senhor Jesus Cristo. […]
Sim, sim, eu vos peço, meus filhos, que tenhais atenção, que avanceis, que vos lanceis ao que é verdadeiramente bom e virtuoso, e estabeleçais solidamente a vossa alma pela constância (cf Lc 21,19), segundo a palavra do Senhor. Com os olhos fixos no termo da morte, renovai-vos todos os dias e considerai todas as coisas como secundárias por causa do amor do Senhor, guardando-vos na medida justa, na inteligência e no amor espiritual […]. Deste modo, estareis submetidos uns aos outros, sem murmúrios, sem ciúmes, sem invejas nem disputas.
Se não nos apressarmos a aproximar-nos [dos nossos santos pais que estão no Céu, não teremos nenhuma possibilidade de os ver, de falar com eles e de nos instalar ao pé deles. E também esperamos ver surgir diante de nós Nossa Senhora, nossa Rainha e nossa Mestra, a Mãe de Deus, e, lançando-nos a seus pés — levamos a audácia a este ponto –, esperamos ver o Senhor de todas as coisas; com efeito, como disse o divino Paulo, «nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com Ele» (1Tess 4,17).
Ora, quando nos é proposta semelhante glória, tal alegria e vida, como podemos nós deixar de saltar de alegria, seduzidos e inflamados, para voar ao encontro do amor de Deus, cumprindo o nosso dever?
São Teodoro Estudita (759-826)
«Catequese 33»
Fonte: Evangelho Cotidiano


