[João Batista dizia:] Na tua presença, Senhor Jesus, não me posso calar, porque «eu sou a voz daquele que brada no deserto: preparai o caminho do Senhor. Sou eu que necessito de ser batizado por Ti, e és Tu que vens a mim!» (Mt 3,3.14)
Ao nascer, apaguei a esterilidade daquela que me gerou; quando era um nascituro, trouxe remédio para a mudez de meu pai, recebendo de Ti a graça desse milagre. Mas Tu, nascido da Virgem Maria da forma que quiseste e que és o único a conhecer, Tu não apagaste a sua virgindade, Tu a protegeste acrescentando-lhe o título de mãe; nem a sua virgindade impediu a tua concepção, nem a tua concepção manchou a sua virgindade. Estas duas realidades incompatíveis, a concepção e a virgindade, uniram-se em harmonia singular, que só está ao alcance do Criador da natureza.
Eu, que sou um homem, apenas participo da graça divina; mas Tu és Deus e homem, porque és por natureza amigo dos homens (cf Sab 1,6).
Homilia atribuída a São Gregório o Taumaturgo (c. 213-c. 270)
Homília sobre a Sagrada Teofania, 4; PG 10, 1181
Fonte: Evangelho Cotidiano


