A minha alegria está em Deus
e o meu ardor vai para Ele,
porque Ele é o meu amparo.
Revelou-se na Sua simplicidade,
e a Sua benevolência apequenou para mim a Sua grandeza.
Fez-se semelhante a mim para que eu O recebesse;
fez-se semelhante a mim para que eu O possuísse.
Ao vê-lO, não temi,
porque Ele é a minha misericórdia.
Tomou a minha natureza para que eu O compreenda,
e o meu rosto, para que não me afaste dEle.
O pai do conhecimento é o Verbo do conhecimento.
Ele, que criou a sabedoria, é mais sábio do que as Suas criaturas.
Ele, que me criou, sabia antes de eu ser
aquilo que eu faria quando existisse.
E, por isso, apiedou-se na Sua misericórdia,
permitiu que eu reze
e que partilhe do Seu sacrifício.
Sim, Deus é incorruptível.
Ele é a plenitude dos mundos e o seu Pai.
Manifestou-se aos seus,
para que conheçam Aquele que os criou
e não imaginem a sua origem provindo de si próprios.
Abriu caminho ao conhecimento,
e alargou-o, prolongou-o e conduziu-o à Sua perfeição.
Nele infundiu as marcas da Sua luz,
e os Seus traços, do princípio ao fim,
Pois é a Sua obra.
Pôs no Filho a Sua complacência.
Pela Sua salvação, exercerá a Sua onipotência,
e o Altíssimo será conhecido pelos santos:
Para anunciarem àqueles que cantam a vinda do Senhor,
a fim de que vão ao Seu encontro
e Lhe cantem com alegria.
São Pedro Crisólogo (cerca de 406-450), bispo de Ravena,
Sermão 50
Fonte: Evangelho Cotidiano


