«Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho […]. Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão de alegrar-se com o seu nascimento» (Lc 1,13-14)

Deus encarregara João Batista de proclamar a alegria dos homens e dos Céus; e assim, o mundo ouviu palavras admiráveis da sua boca, anunciando a presença do nosso Redentor, o Cordeiro de Deus (cf Jo 1,29). Embora seus pais tivessem perdido toda a esperança de ter descendência, o anjo, mensageiro de tão grande mistério, enviou-o para servir de testemunha ao Senhor antes mesmo de nascer (Lc 1,41). […]

Ele encheu de alegria eterna o seio de sua mãe. […] Com efeito, lemos no Evangelho as palavras que Isabel dirige a Maria: «Logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio»; e: «Donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1,43-44). […] Quando, na sua velhice, ela se afligia por não ter dado filhos ao marido, subitamente, dá à luz um filho que seria o mensageiro da salvação eterna para todo o mundo. E um mensageiro que, antes de nascer, exerceu o privilégio da sua futura missão, difundindo o seu espírito profético através das palavras de sua mãe.

Depois, pelo poder do nome que o anjo lhe dera antecipadamente, abriu a boca de seu pai, fechada pela incredulidade (cf Lc 1,13.20). Com efeito, quando Zacarias ficou mudo, não foi para assim permanecer, mas para recuperar divinamente o uso da palavra e confirmar por um sinal vindo do Céu que seu filho era um profeta. O Evangelho diz de João: «Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz», «a fim de que todos acreditassem por meio dele» (Jo 1,7-8). De fato, ele não era a luz, mas todo ele estava na luz, ele, que mereceu dar testemunho da verdadeira luz.

São Máximo de Turim (?-c. 420)
Sermão 57, sobre o nascimento de João Batista, 1; PL 57, 647
Fonte: Evangelho Cotidiano

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