No seu Filho, Deus concedeu-nos todas as coisas

Carta a Diogneto (c. 200)

[Deus enviou-nos Jesus,] enviou-O com clemência e mansidão, como um rei que envia o seu filho. Deus O enviou, e O enviou como homem para os homens; enviou-O para nos salvar pela persuasão e não pela violência, pois em Deus não há violência. Enviou-O para chamar, e não para castigar; enviou-O para amar, e não para julgar. […]

Nenhum homem viu nem conheceu a Deus, mas Ele próprio Se revelou a nós. Revelou-Se mediante a fé, unicamente pala qual é concedido ver a Deus. Deus, Senhor e Criador do Universo, que fez todas as coisas e as estabeleceu em ordem, não só Se mostrou amigo dos homens, mas também paciente. Ele sempre foi assim, continua a ser e sê-lo-á: clemente, bom, manso e verdadeiro. Somente Ele é bom.
Tendo concebido grande e inefável projeto, apenas o comunicou ao Filho. Enquanto O mantinha no mistério e guardava a sua sábia vontade, parecia que não cuidava de nós, que não pensava em nós.

Todavia, quando, por meio de seu Filho amado, revelou e manifestou o que tinha estabelecido desde o princípio, concedeu-nos em simultâneo todas as coisas: não só participar dos seus benefícios, mas ver e compreender coisas que nenhum de nós teria jamais esperado.

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