O Senhor Deus entregou o seu próprio Filho à morte de cruz pelo seu ardente amor pela criação. Não porque não pudesse resgatar-nos de outro modo, mas porque quis manifestar dessa maneira o seu amor desbordante, para nosso ensinamento. E, pela morte do seu Filho Unigênito, aproximou-nos de Ele. Sim, se Ele tivesse tido outra coisa mais preciosa, no-la teria dado a fim de Lhe pertencermos plenamente.
Pelo seu grande amor por nós, não se compraz em violentar a nossa liberdade, embora tenha a possibilidade de fazê-lo, mas antes preferiu que chegássemos a Ele pelo amor do que podíamos compreender.
Pelo seu grande amor por nós e por obediência a seu Pai, Cristo aceitou alegremente os insultos e o sofrimento. Do mesmo modo, quando os santos se tornam perfeitos, alcançam essa mesma perfeição e assim, ao derramarem o seu amor e compaixão sobre todos os homens, tornam-se semelhantes a Deus.
Santo Isaac, o Sírio (séc. VII) monge em Nínive, perto de Mossul, no atual Iraque
Sermões, 1ª série, 71/74 (trad. francesa de Alfeyev, Bellefontaine 2001, p. 62)
Fonte: Evangelho Cotidiano


