Ao enviar os Seus discípulos, […] Jesus diz-lhes: «Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos». Trata-se de animais que são inimigos, mas o Bom Pastor não teme o efeito que os lobos possam ter sobre o Seu rebanho; os discípulos não são enviados como presas, mas como distribuidores da graça. Graças à solicitude do Bom Pastor, os lobos nada podem contra os Seus cordeiros. Ele envia-os, pois, para que se cumpra esta palavra: nesse dia, «o lobo e o cordeiro pastarão juntos» (Is 65, 25). […] Aliás, os discípulos são enviados com a indicação de não levarem cajado na mão. E o que éLeia mais →

«Cristo chamou os Seus discípulos e escolheu doze», para os enviar por todo o mundo, como semeadores da fé, a propagar a salvação dos homens. Reparai bem neste plano divino: não foram sábios, nem homens ricos, nem nobres, mas pecadores e publicanos os que Ele escolheu enviar, não fossem dar a impressão de que tinham sido movidos pelas suas capacidades, escolhidos pelas suas riquezas, chamados devido ao seu prestígio, ao seu poder ou à sua notoriedade. Procedeu assim para que a vitória tivesse origem no fundamento da verdade, e não no prestígio do discurso. Também Judas foi escolhido, não por insensatez, mas com conhecimento deLeia mais →

Entre os seus discípulos, Cristo escolheu alguns a quem se ligou mais de perto para os enviar a pregar entre os povos. Quando um deles se afastou do seu número, Ele ordenou aos outros onze, quando voltou ao Pai depois da Ressurreição, que fossem ensinar as nações para as batizarem no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Imediatamente, os apóstolos – cujo nome significa “enviados” – tiraram à sorte Matias para ocupar o décimo segundo lugar, em vez de Judas, nos termos da profecia contida no salmo de David (108,8). Com a força prometida do Espírito Santo, eles receberam o dom dos milagres eLeia mais →