Que a natureza estremeça de alegria e que exulte todo o género humano, uma vez que as mulheres também são chamadas a esta honra. Que a humanidade dance em coro…: «Onde o pecado abundou, superabundou a graça» (Rm 5,20). A santa Mãe de Deus reuniu-nos aqui, a Virgem Maria, tesouro puríssimo de virgindade, paraíso espiritual do segundo Adão, ponto de união das duas naturezas, lugar de troca onde se concluíu a nossa salvação, câmara nupcial em que Cristo desposou a nossa carne. Ela é essa sarça ardente que o fogo do parto de um Deus não consumiu, a nuvem ligeira que transportou Aquele que temLeia mais →

Deus não podia viver com os homens, a não ser que assumisse uma forma humana de pensar e de reagir. Foi por isso que escondeu sob a humildade o esplendor da sua majestade, que a fraqueza humana não teria sido capaz de suportar. Nada disso era digno dEle, mas era necessário ao homem, e por esse motivo tornou-se digno de Deus, porque nada é tão digno de Deus como a salvação do homem. […] Tudo quanto Deus perde, ganha-o o homem; todas as humilhações que o meu Deus sofreu para estar perto de nós são sacramento de salvação para os homens. Deus agiu com osLeia mais →

Quando Jesus Se tornou semelhante a nós, quer dizer, Se fez homem, o Espírito ungiu-O e consagrou-O, embora Ele seja Deus por natureza. […] Ele mesmo santifica o Seu próprio corpo, e tudo o que na criação é digno de ser santificado. O mistério que se passou em Cristo é o princípio e o itinerário da nossa participação no Espírito. Para nos unir também a nós, para nos fundir na unidade com Deus e entre nós, ainda que separados pela diferença das nossas individualidades, das nossas almas e dos nossos corpos, o Filho Único inventou e preparou um meio de nos agregar, graças à sabedoriaLeia mais →

Devido à idade, Abraão e a sua mulher tinham ficado incapazes de dar vida; nos corpos de ambos, a juventude tinha-se apagado, mas a sua esperança em Deus continuava bem viva; não enfraquecera, era indestrutível. Foi por isso que Abraão, contra toda a esperança, gerou Isaac, que é uma figura do Senhor. Não era natural, com efeito, que o seio já morto de Sara pudesse conceber Isaac e que ela o alimentasse com o seu leite; como também não era natural que a Virgem Maria, sem conhecer homem, concebesse o Salvador do mundo, e O desse à luz sem perder a sua integridade. […] DianteLeia mais →