Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus actos. […] Na hora da paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) […]; de Se ver coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outrosLeia mais →

«Vinde», diz Cristo aos Seus discípulos, «e aprendei de Mim», não certamente a expulsar os demônios pelo poder do céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a reanimar os mortos […]; mas, diz Ele, «aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 28-29). Aí está, efetivamente, o que todos podem aprender e praticar. Fazer revelações e milagres nem sempre é necessário, nem vantajoso para todos, e também não é concedido a todos. Pois a humildade é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celestial, o dom próprio e magnífico do Salvador.Leia mais →

A Lei dizia: «Olho por olho, dente por dente» (Ex 21,24). Mas o Senhor exorta-nos, não somente a recebermos com paciência a bofetada de quem a dá, mas ainda a apresentar-lhe humildemente outra face. A intenção da Lei era ensinar-nos a não fazer o que não queríamos sofrer. Por conseguinte, impedia-nos de fazer o mal pelo medo de sofrer. Mas o que é pedido agora é que rejeitemos o ódio, o amor ao prazer, o amor à glória e as outras más tendências. […] Cristo ensina-nos, pelos santos mandamentos, como nos purificarmos das nossas paixões, para que não nos façam recair de novo nos mesmosLeia mais →