Que pescaria admirável a do Salvador! Admirai a fé e a obediência dos discípulos. Como sabeis, a pesca exige uma atenção ininterrupta. Ora, no meio da sua labuta, eles ouvem o chamamento de Jesus e não hesitam um instante; não dizem: «Deixa-nos ir a casa falar com a nossa família». Não, eles deixam tudo e seguem-n’O, como Eliseu fizera com Elias (1R 19, 20). Esta é a obediência que Cristo nos pede, sem a menor hesitação, mesmo que necessidades aparentemente mais urgentes nos pressionem. É por isso que quando um jovem que queria segui-l’O perguntou se podia ir sepultar o pai, nem isso Ele oLeia mais →

[No Monte Sinai, Moisés disse ao Senhor: «Mostra-me a Tua glória». Deus respondeu-lhe: «Farei passar diante de ti toda a Minha bondade (…), mas tu não poderás ver a Minha face» (Ex 33, 18ss.).] Experimentar este desejo parece-me porvir de uma alma animada pelo amor à beleza essencial, uma alma a quem a esperança não pára de conduzir da beleza que já viu para aquela que está para além. […] Este pedido audacioso, que ultrapassa os limites do desejo, almeja pela beleza que está para além do espelho, do reflexo, para a ver face a face. A voz divina satisfaz o pedido, recusando-o simultaneamente […]:Leia mais →

O Senhor Deus entregou o seu próprio Filho à morte de cruz pelo seu ardente amor pela criação. Não porque não pudesse resgatar-nos de outro modo, mas porque quis manifestar dessa maneira o seu amor desbordante, para nosso ensinamento. E, pela morte do seu Filho Unigênito, aproximou-nos de Ele. Sim, se Ele tivesse tido outra coisa mais preciosa, no-la teria dado a fim de Lhe pertencermos plenamente. Pelo seu grande amor por nós, não se compraz em violentar a nossa liberdade, embora tenha a possibilidade de fazê-lo, mas antes preferiu que chegássemos a Ele pelo amor do que podíamos compreender. Pelo seu grande amor porLeia mais →