Diz Deus: «Eu estou distante de todas as criaturas, mas, quando Me tornei criatura, Eu, que sou o Criador de tudo, contentei-Me em Me tornar, através da carne, semelhante aos homens, assumindo uma alma e uma inteligência como as deles; não os tornei deuses naquele momento, pois são homens: fui Eu que Me tornei homem e é pela fé, pela observância dos meus mandamentos, bem como pelo batismo, na divina comunhão com os meus impressionantes mistérios, que concedo a vida a todos. E quando falo da vida, refiro-Me ao meu divino Espírito. […]
Aqueles que possuem o meu Espírito em seu coração possuem Aquele que resplandece e clama a meu Pai, e Me diz por meio deles: “Abba! Meu Pai!” Pois eles tornaram-se filhos de Deus e, cheios de confiança, reconhecem-Me, olham para Mim e chamam-Me Pai (cf Rm 8,15-16; Gal 4,6); e Ele diz a cada um dos que agora O possuem em si mesmos […]: “Não temais, filhinhos! Sou Eu! Vede que estou dentro de vós, convosco, e vos liberto de uma vez para sempre da corrupção e da morte, e vos mostro de quem vos tornastes filhos e amigos! Alegrai-vos no Senhor!”» […]
— Tudo isto é digno de fé, ó meu Cristo, digno de amor. Tudo isto está ao alcance daqueles que de antemão conheceste bem conhecidos, daqueles a quem concedeste a graça de se conformarem à tua imagem no Espírito divino, porque foram chamados por Ti a uma alegria inefável por todos os séculos.


