«Vou conduzi-la ao deserto e aí lhe falarei ao coração» (Os 2,l6)

Mateus dá mais explicações [que Marcos] sobre a compaixão de Jesus, dizendo: «cheio de compaixão, curou os seus doentes». Porque ter compaixão dos pobres e daqueles que não têm pastor é precisamente abrir-lhes o caminho da verdade, instruindo-os; é fazer desaparecer as suas enfermidades físicas, sarando-as; mas é também alimentá-los quando têm fome, encorajando-os a louvar a generosidade de Deus. Foi o que Jesus fez. […]

Ele pôs à prova a fé da multidão e, tendo-a provado, deu-lhe uma recompensa proporcional. Efetivamente, procurou um lugar isolado, para ver se as pessoas tinham desejo de O seguir. E elas seguiram-no: tomaram a toda a pressa o caminho do deserto, não de burro ou noutro veículo, mas a pé, mostrando assim, com o seu esforço pessoal, a preocupação que tinham pela sua salvação.

Por seu lado, Jesus acolheu esta gente fatigada. Como Salvador e médico cheio de poder e de bondade, instruiu os ignorantes, curou os doentes e alimentou os famintos, manifestando assim a alegria que Lhe dá o amor dos que creem.


São Beda, o Venerável (c. 673-735), 
Comentário sobre o evangelho de Marcos, 2; CCL 120, 510-511
Fonte: Evangelho Cotidiano

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