Como é possível que, apesar de tais encorajamentos e tais promessas da parte do Senhor, nos recusemos a entregar-nos a Ele totalmente e sem reservas, a renunciarmos a todas as coisas e mesmo à nossa própria vida, em conformidade com o Evangelho (Lc 14, 26), para amarmos apenas a Ele, e mais ninguém a não ser Ele? Considera tudo o que foi feito para nós: que glória nos foi dada, que planos com vista à história da salvação fez o Senhor desde os pais e os profetas, que promessas, que exortações, que compaixão da parte do Mestre desde as origens! No fim, manifestou a SuaLeia mais →

Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus actos. […] Na hora da paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) […]; de Se ver coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outrosLeia mais →

«Um homem tomou um grão de mostarda e deitou-o no seu quintal; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Procuremos ver a quem se aplica tudo isto. […] Penso que a comparação se aplica mais precisamente a Cristo Nosso Senhor que, ao nascer na humildade da condição humana, como uma semente, sobe finalmente ao céu como uma árvore. Cristo é o grão esmagado na Paixão; torna-se uma árvore na ressurreição. Sim, Ele é grão quando, faminto, sofre por falta de alimento; é uma árvore quando, com cinco pães, satisfaz a fome a cinco mil pessoas (Mt 14, 13ss.).Leia mais →

O homem é uma combinação de alma e de carne, uma carne formada por semelhança com Deus, modelada pelas duas Mãos de Deus, ou seja, pelo Filho e o Espírito, aos Quais Ele disse: «Façamos o homem» (Gn 1, 26). […] Mas como podes ser divinizado, se ainda não és homem? Como podes ser perfeito, se ainda mal foste criado? Como serás imortal tu que, na natureza mortal, não obedeceste ao teu Criador? […] Visto que és obra de Deus, espera pacientemente pela Mão do teu Artista, que faz todas as coisas em tempo oportuno. Apresenta-Lhe um coração manso e dócil, e mantém a formaLeia mais →

«Vinde», diz Cristo aos Seus discípulos, «e aprendei de Mim», não certamente a expulsar os demônios pelo poder do céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a reanimar os mortos […]; mas, diz Ele, «aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 28-29). Aí está, efetivamente, o que todos podem aprender e praticar. Fazer revelações e milagres nem sempre é necessário, nem vantajoso para todos, e também não é concedido a todos. Pois a humildade é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celestial, o dom próprio e magnífico do Salvador.Leia mais →

Os apóstolos foram até ao fim do mundo proclamar a boa nova das graças que Deus nos concede e anunciar aos homens a paz do céu (Lc 2, 14), eles que detinham – todos igualmente e cada um em particular – a Boa Nova de Deus. Encontrando-se entre hebreus, Mateus publicou precisamente uma das versões escritas de evangelho nessa língua, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam Roma e aí fundavam a Igreja. Depois da morte destes, Marcos, o discípulo e intérprete de Pedro (1Pd 5, 13), transmitiu-nos também por escrito a pregação de Pedro. Da mesma forma, Lucas, companheiro de Paulo, consignou em livro o evangelhoLeia mais →

O amor de Deus que sai à procura dos pecadores é-nos proclamado por uma mulher pecadora. Pois ao chamá-la, é toda a nossa raça que Cristo convida ao amor; e na sua pessoa são todos os pecadores que Ele atrai ao Seu perdão. Ele falava apenas com ela, mas convidava a criação inteira para a Sua graça. […] Quem não se sentirá tocado pela misericórdia de Cristo, que para salvar uma pecadora aceitou o convite de um fariseu? Por causa daquela que tem fome de perdão, Ele quer ter fome da mesa de Simão, o fariseu, pois sob a aparência de uma mesa de pãoLeia mais →

Escuta-me: falo-te da fé que foi edificada sobre a rocha e do edifício que é erguido sobre a rocha. Com efeito, o homem começa por acreditar e, quando crê, ama; quando ama, espera; quando espera, é justificado; quando é justificado, atinge a completude; quando atinge a completude, atinge o seu máximo. Quando todo o seu edifício está construído, atinge a completude e a plenitude e torna-se morada e templo onde Cristo habita. […] Eis o que diz o bem-aventurado apóstolo Paulo: «Sois templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós» (1Cor 3, 16; 6, 19). E Nosso Senhor diz aos Seus discípulos:Leia mais →