João Batista recomenda-nos que façamos grandes coisas: «Produzi frutos dignos do arrependimento» e ainda: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo» (Lc 3, 8.11). Ora, isto é também o que afirma Aquele que é a Verdade: «Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele». Estas palavras vêm-nos do alto e devemos meditar nelas com grande atenção. Pois como pode o Reino dos Céus ser tomado pela força? Quem pode fazer violência ao Céu? E, se o Reino dos Céus sofre violência,Leia mais →

Todos nós, que acreditamos em Jesus Cristo, somos chamados «pedras vivas», segundo as palavras da Escritura: «Vós, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo» (1Pd 2:5). Ora, quando se trata de pedras terrenas, sabemos que se colocam nos alicerces as mais sólidas e fortes, para que se lhes possa confiar e sobrepor todo o peso do edifício; da mesma maneira se deve entender que também de entre as pedras vivas algumas estão colocadas nos alicerces deste edifício espiritual. Quais são essas pedras que estãoLeia mais →

Porque terá Cristo morrido, senão porque tinha de ressuscitar? Com efeito, uma vez que Deus não podia morrer, a Sabedoria não podia morrer, e o que não pode morrer não pode ressuscitar. Por isso, Ele assumiu uma carne capaz de morrer, para que essa morte, que é própria da carne, Lhe desse oportunidade de ressuscitar. Assim, a ressurreição só podia ter lugar através de um homem, «pois se por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos» (1Cor 15,21). O homem ressuscitou porque foi o homem que morreu. O homem ressuscitou, mas foi Deus que O ressuscitou. Ele eraLeia mais →

O céu e a terra e tudo o que neles existe de toda a parte me dizem que Te ame, e não cessam de o dizer a todos os homens, para que não tenham desculpa (cf Rm 1,20). Mas, a um nível mais profundo, terás misericórdia de quem quiseres ter misericórdia e usarás de misericórdia com quem quiseres usar de misericórdia (cf Rm 9,15), pois, caso contrário, o céu e a terra cantarão os teus louvores a ouvidos surdos. […] Disse a todos os seres que rodeiam as portas da minha carne: «Falai-me do meu Deus, já que vós não o sois, dizei-me algo sobreLeia mais →

São João escreve: «Nós vimo-lo e disso damos testemunho» (1Jo 1,2). Onde O viram eles? Na sua manifestação. Como foi a sua manifestação? Foi debaixo do Sol, ou seja, a esta luz visível. Mas poderíamos nós ver quem fez o Sol à luz do mesmo Sol se Ele não tivesse feito lá no alto, «uma tenda para o sol; é dali que ele sai, como um noivo do seu tálamo, e, qual herói, percorre alegre o seu caminho» (Sl 19,6)? Verdadeiro Criador, Ele é anterior ao Sol, precedeu a estrela da manhã, todos os astros e todos os anjos, porque «por meio dele todas asLeia mais →

Jesus é Aquele que saiu do tronco de Jessé segundo a carne, que nasceu da descendência de David segundo a carne e foi estabelecido no seu poder de Filho de Deus segundo o Espírito que santifica (cf Is 11,1; Rom 1,3-4). Sim, Ele é o ramo saído do tronco de Jessé», mas não é um ramo, pois é «o Primogénito de toda a criatura» (Col 1,15); Ele não é apenas um ramo, mas é Deus, é o Verbo que estava com Deus e o Verbo que era Deus (cf Jo 1,1); Aquele que nasceu segundo a carne é uma vara saída do tronco de Jessé,Leia mais →

Lembra-te de que «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes» (Jo 4,6). Tem presente a palavra do Senhor: «Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado» (Mt 23,12). Se achas que tens alguma coisa boa, reconhece-a, mas sem esquecer as tuas faltas; não te engrandeças com o bem que hoje fizeste, nem esqueças o mal recente ou passado; se o presente é para ti motivo de glória, lembra-te do passado e assim destruirás esse estúpido abcesso! Se vires o teu próximo pecar, não consideres mais do que a falta que ele cometeu e pensa também no bem que fazLeia mais →

O amor de Deus não se ensina. Ninguém nos ensinou a apreciar a luz ou a valorizar a vida acima de tudo, nem a amar aqueles que nos deram à luz ou nos criaram. Da mesma forma, ou melhor, com mais razão ainda, não é um ensinamento exterior que nos ensina a amar a Deus. Na própria natureza do ser vivo – e refiro-me ao ser humano – existe um germe que contém em si o princípio dessa capacidade de amar. É à escola dos mandamentos de Deus que cabe acolher este germe, cultivá-lo com diligência, alimentá-lo cuidadosamente e levá-lo à perfeição através da graçaLeia mais →

Quando Cristo reconciliou o mundo com Deus, não tinha evidentemente necessidade de reconciliação para Si; de facto, por que pecados deveria apaziguar a Deus, se não tinha cometido pecado algum? Por isso, quando os judeus Lhe exigiram a didracma requerida pela Lei, Jesus disse a Pedro: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos ou tributos? Dos filhos ou dos estranhos?». Pedro respondeu: «Dos estrangeiros». Jesus disse-lhe: «Então os filhos estão isentos. Mas, para não os escandalizarmos, vai ao mar e deita o anzol. Apanha o primeiro peixe que morder a isca, abre-lhe a boca e encontrarás um estáter. Pega neleLeia mais →

  Os doutores da Lei diziam: «Este homem está a blasfemar».; pois quem pode perdoar pecados senão Deus? Qual é a resposta do Salvador? Terá desaprovado o que diziam? Se Ele não fosse igual a Deus, deveria ter-lhes dito: «Por que Me atribuís tal pretensão?» […] Mas não o disse; pelo contrário, confirmou a afirmação dos seus inimigos. Dar testemunho de si próprio levanta suspeitas; é melhor que a verdade seja apoiada por outros, e não apenas os amigos, ainda é melhor se o for pelos inimigos. […] O nosso Mestre tinha demonstrado o seu poder aos seus amigos quando dissera ao leproso: «Quero, ficaLeia mais →