«Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia». Estas palavras podem entender-se no sentido espiritual e no sentido literal: no desígnio de Deus, as duas interpretações devem contribuir para a nossa salvação. O nosso pão de vida é Cristo, e este pão não está acessível a toda a gente, mas a nós sim. Tal como dizemos «Pai Nosso» porque Ele é o Pai dos que têm fé, também chamamos a Cristo o «nosso pão» porque Ele é o pão dos que constituem o seu corpo. Para obter este pão, rezamos todos os dias; não queremos ser, […] pelo pecado grave, […] privados do pão doLeia mais →

Santo, santo, Tu és verdadeiramente santo, Senhor nosso Deus, e não há limite para a grandeza da Tua santidade: Tu dispuseste todas as coisas com correcção e justeza. Modelaste o homem com o barro da terra, honraste-o com a imagem do próprio Deus, colocaste-o num paraíso de delícias, prometendo-lhe – se observasse os mandamentos – a imortalidade e o gozo dos bens eternos. Mas ele transgrediu os Teus mandamentos, Deus verdadeiro, e, seduzido pela malícia da serpente, vítima do seu próprio pecado, submeteu-se à morte. Pelo Teu justo juízo, foi expulso do Paraíso para este mundo, reenviado para a terra de onde havia sido tirado.Leia mais →

Quando três se reúnem em teu nome (Mt 18,20), eles já formam uma igreja. Olha os milhares aqui reunidos: os seus corações prepararam um santuário antes que as nossas mãos construíssem este à glória do teu nome. Que o templo interior seja tão belo como o templo de pedras. Concede-nos habitar num como no outro; os nossos corações como estas pedras estão marcados com o teu nome. A força todo-poderosa de Deus teria podido construir uma morada para si mesma de uma forma tão  fácil como a que usou para, com um gesto, dar existência ao universo. Mas Deus construiu o homem a fim deLeia mais →

«Fazei isto em memória de Mim. Todas as vezes que comerdes deste pão e que beberdes deste cálice anunciareis a Minha morte, confessareis a Minha ressurreição.» Fazemos, pois, memória do Senhor, dos sofrimentos salvíficos de Cristo, da Sua cruz vivificante, do Seu enterramento durante três dias, da Sua ressurreição de entre os mortos, da Sua ascensão ao céu, da Sua presença à Tua direita, ó Pai, e da Sua segunda vinda, glorioso e temível, oferecendo-Te, daquilo que Te pertence, estas coisas que são Tuas. Em tudo e por tudo Te cantamos, Te bendizemos, Te damos graças, Senhor, e Te suplicamos, a Ti, nosso Deus. FoiLeia mais →

Como reinar nos céus mais não é do que aderir a Deus e a todos os santos, pelo amor, numa única vontade, de tal forma que exercem em conjunto um único e mesmo poder, ama pois a Deus mais do que ti próprio, e verás que começas a ter o que desejas possuir de forma perfeita no céu. Concerta-te com Deus e com os homens – se estes não se separarem de Deus – e começarás a reinar com Deus e com os seus santos. Porque, na justa medida em que agora te concertares com a vontade de Deus e com a dos homens, DeusLeia mais →

Fala, coração, abre-te por completo e diz a Deus: «É a Tua face, Senhor, que eu procuro» (Sl 26, 8). E Tu, Senhor meu Deus, ensina ao meu coração onde e como há-de procurar-Te, onde e como há-de encontrar-Te. Senhor, se não estás aqui, se estás ausente, onde Te hei-de procurar? E, se estás presente em toda a parte, por que motivo não consigo ver-Te? É certo que habitas uma luz inacessível. Mas onde está a luz inacessível e como atingirei essa luz inacessível? Quem me conduzirá a ela, quem me mergulhará nela, para que nela Te veja? E em seguida, com base em queLeia mais →

Não consigo ver a tua luz: é demasiado brilhante para a minha vista. E no entanto, tudo o que vejo é graças à Tua luz que o distingo, como os nossos olhos frágeis vêem, graças ao sol, tudo o que avistam, sem no entanto conseguirem olhar directamente para o sol. A minha inteligência fica impotente perante a Tua luz, que é demasiado brilhante. Os olhos da minha alma são incapazes de a receber, não suportando sequer ficar muito tempo fixos nela. O meu olhar fica ferido pelo seu brilho, ultrapassado pela sua extensão; perde-se na sua imensidão e fica confundido perante a sua profundidade. ÓLeia mais →

Meu Senhor e meu Deus, esperança e alegria do meu coração, diz a esta minha alma se a alegria em que está é essa de que nos dizes, pelo Teu Filho: «Pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa». Encontrei, com efeito, uma alegria plena, e mais do que plena, porque o coração, o espírito, a alma, todo o meu ser, ao estar dela repleto, tê-la-á em abundância e sem medida. Não é ela que entrará nos que se alegram; mas serão estes quem, com todo o seu ser, nela entrarão. Fala, Senhor! Diz a este teu servo, ao mais profundo do seu coração,Leia mais →

Coragem, filha de Sião, não temas: «Eis que o teu Rei vem a ti: Ele é justo e vitorioso, humilde, montado num jumento, sobre um jumentinho, filho de uma jumenta» (Zac 9, 9). Ele vem, Aquele que está em toda a parte e que enche o universo, Ele avança para realizar em ti a salvação de todos. Ele vem, Aquele que não veio chamar os justos, mas os pecadores (Lc 5, 32), para fazer sair do pecado os que nele se extraviaram. Não temas, pois: «Deus está no meio de ti, tu és inabalável» (Sl 45, 6). Acolhe, de mãos erguidas, Aquele cujas mãos dsenharamLeia mais →

Se a nossa caridade fosse acompanhada de compaixão e de pena, não daríamos tanta atenção aos defeitos do próximo, de acordo com a palavra que diz: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4,8) e também: “A caridade não se atarda no mal, desculpa tudo” (1Co, 13,5.7). Por isso, se tivéssemos caridade, essa mesma caridade cobriria toda a falta e nós seríamos como os santos quando vêem os defeitos dos homens. Será então que os santos são cegos a ponto de não verem os pecados? Mas haverá quem deteste tanto o pecado como os santos? E, contudo, eles não odeiam o pecador, não oLeia mais →