Aprendemos a fazer o sinal da Cruz, descobrimos os jejuns, os Padres, a Oração de Jesus, a beleza da Liturgia. Queremos aprender depressa, compreender tudo, fazer tudo corretamente. Mas, às vezes, por trás desse desejo sincero, permanece uma pergunta angustiante: por que meu coração ainda parece tão distante de Deus?

E quando não sentimos compunção? Quando a oração parece seca? Quando reconhecemos nossos pecados, mas não conseguimos encontrar as lágrimas que imaginamos que deveríamos ter?

Talvez a resposta não seja tentar parecer mais espiritual.

São João, o discípulo amado, oferece-nos uma palavra muito mais simples:

PERMANEÇA! Permaneça quando compreender e quando ainda não compreender. Quando houver consolação e quando houver aridez. Quando sua oração for fervorosa e quando tudo o que conseguir dizer for: “Senhor, aqui estou.”

“Permanecei em mim, e Eu em vós.”
(Jo 15,4)

📖 Quando a fé deixa de ser performance
Um texto especialmente dirigido a quem está chegando à Igreja Ortodoxa — e também a todos nós que precisamos reaprender que a vida em Cristo não é algo que se representa, mas algo no qual se permanece. Porque a Ortodoxia não nos foi dada para que aprendamos a performar melhor o cristianismo, mas para que aprendamos a permanecer em Cristo — e a deixar Cristo permanecer em nós.

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