O texto do Cântico dos Cânticos de Salomão apresenta a alma como uma noiva, preparada para uma união incorpórea, espiritual e sem mancha com Deus. Aquele que «deseja que todos os homens se salvem e conheçam a verdade» (1Tim 2, 4) expõe assim o meio mais completo, o feliz meio de alcançar a salvação, a saber, aquele que passa pelo amor. Há quem encontre a salvação no temor, evitando fazer o mal pela consideração dos castigos que nos ameaçam na geena. Há também quem leve uma vida de rectidão e de virtude porque tem a esperança de receber o salário reservado àqueles que tiveram umaLeia mais →

«Diz-me, ó amado do meu coração, diz a Esposa do Cântico dos Cânticos, onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar ao meio-dia» (1, 7). Penso que, no salmo vinte e dois, o profeta, colocado sob a guarda do mesmo pastor, fala igualmente do local de que falava a Esposa, quando diz: «O Senhor é meu pastor; nada me faltará» (v.1). Ele sabia que os outros pastores, sob o efeito da preguiça ou da inexperiência, apascentavam os seus rebanhos em locais mais áridos. É por isso que diz do Senhor, o pastor perfeito: «Em prados verdejantes Ele me faz repousar. Conduz-me às águas refrescantes»Leia mais →

«Perto do lugar em que Jesus tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo […]. Foi ali que puseram Jesus» (Jo 19, 41-42) Em que estação desperta o Salvador? No Cântico dos Cânticos, diz-se: «Eis que o Inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra […]» (2, 11-12). Não estará a terra actualmente cheia de flores […]? Com a chegada do mês de Abril, estamos na Primavera. Ora é nesta estação, neste primeiro mês do calendário hebraico, que se celebra a Páscoa, outrora em símbolo e agora na realidade. […] Um horto foi o local da sepulturaLeia mais →