«Vós fizestes-vos imitadores nossos e do Senhor», diz Paulo. Como? «Acolhendo a Palavra em plena tribulação, com a alegria do Espírito Santo» (1Ts 1,6). […] A prova afeta a parte material do nosso ser; a alegria brilha nas alturas espirituais. Passo a explicar: os acidentes da vida são tristes e penosos, mas os resultados são alegres, assim o querendo o Espírito. É, portanto, possível que não nos alegremos ao sofrer, se estivermos a sofrer pelos nossos pecados, mas até deixaremos que nos flagelem com alegria, se for por Cristo (cf. At 5,41). É a isto que o apóstolo chama a «alegria do Espírito»; respiramo-la naquiloLeia mais →

No momento em que Policarpo entrou no estádio, uma voz ressoou no céu: «Coragem Policarpo, sê forte». Ninguém viu quem falava, mas os nossos que estavam presentes ouviram a voz. […] Quando a multidão soube quem era este prisioneiro, os gritos duplicaram. O procônsul perguntou-lhe se ele era Policarpo. Sim, respondeu. E o outro tentou arrancar-lhe uma renúncia à sua religião: «Respeita a tua idade avançada. […] Jura pela fortuna de César, renega. […] Diz mal de Cristo». Policarpo respondeu: «Há oitenta e seis anos que O sirvo e Ele nunca me fez mal. Como poderia rejeitar o meu Rei e meu Salvador?» E, comoLeia mais →

Ao longo dos tempos, duas grandes revoluções abalaram a terra; são elas os dois Testamentos, designamo-las assim. Com uma, os homens passaram da idolatria à Lei; com a outra, passaram os homens da Lei ao Evangelho. Um terceiro acontecimento estava predito: aquele que, aqui em baixo, nos há de fazer subir às alturas, onde já não haverá movimento nem agitação. Ora aqueles dois Testamentos apresentaram o mesmo caráter […]: não transformaram tudo de forma repentina, desde o primeiro impulso do seu movimento […]. Tal assim foi para não nos violentar, mas para nos persuadir. Porque o que é imposto pela força não perdura no tempoLeia mais →

A figura é uma forma de expor, por imitação, as coisas que esperamos. Por exemplo, Adão é a prefiguração do Adão que iria chegar (1Cor 15, 45) e o rochedo [no deserto, durante o Êxodo] é figurativamente Cristo; a água que corre do rochedo é a figura do poder vivificante do Verbo (Ex 17, 6; 1Cor 10, 4), porque Ele disse: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba» (Jo 7, 37). O maná é a prefiguração do «pão vivo que desceu do céu» (Jo 6, 51); e a serpente colocada sobre um poste é a figura da Paixão, da nossa salvação consumada naLeia mais →

Este chefe [da sinagoga] pode ser entendido como representando a Lei de Moisés que, orando em intenção da multidão que a referida Lei tinha alimentado para Cristo, pregando a expectativa da Sua vinda, pede ao Senhor que dê vida a uma morta. […] O Senhor prometeu-lhe ajuda e, para o tranqüilizar, seguiu-o. Mas primeiro, a multidão dos pagãos pecadores foi salva com os apóstolos. O dom da vida voltava a tomar o primeiro lugar em relação à eleição predestinada pela Lei, mas antes disso, na imagem da mulher, a salvação chegou aos publicanos e aos pecadores. Eis porque razão esta mulher confia que, aproximando-se doLeia mais →

Onipotente, Benfeitor, Amigo dos homens, Deus de todos, Criador dos seres visíveis e invisíveis, Tu que salvas e fortaleces, Tu que curas e pacificas, Espírito poderoso do Pai […], Tu participas no mesmo trono e na mesma glória, e na ação criadora do Pai […]. Por meio de Ti nos foi revelada a trindade das Pessoas, na unidade da natureza da Divindade; e Tu és uma destas Pessoas, Tu, o Incompreensível. […] Moisés Te proclamou Espírito de Deus (Gn 1, 2): a Ti, que planavas sobre as águas, com proteção envolvente, temível e cheia de solicitude; Tu abriste as asas como sinal de auxílio compadecidoLeia mais →

Senhor misericordioso, como é grande o teu amor por mim, pecador! Permitiste-me que te conhecesse; deste-me a provar a tua graça. «Saboreai e vede como o Senhor é bom» (Sl 33,9). Deixaste que eu saboreasse a tua bondade e a tua misericórdia, e insaciavelmente, dia e noite, a minha alma é atraída por ti. A alma não pode esquecer o seu Criador, porque o Espírito divino lhe dá forças para amar aquele que ela ama; Não pode saciar-se, mas deseja sem cessar o seu Pai celeste. Feliz a alma que ama a humildade e as lágrimas e que odeia os maus pensamentos. Feliz a almaLeia mais →

Muita gente tem a impressão de que os santos estão longe de nós. Só estão longe daqueles que se afastaram por si mesmos, mas muito próximos dos que guardam os mandamentos de Cristo e conservam a graça do Espírito Santo. No céu, tudo vive e se move pelo Espírito Santo: mas o Espírito Santo é o mesmo também aqui na terra. Está presente na nossa Igreja: atua nos sacramentos; sentimos o seu alento na Sagrada Escritura. Vivifica as almas dos crentes. O Espírito Santo une todos os homens e é por isso que os santos nos são próximos. Quando lhes rezamos, ouvem as nossas oraçõesLeia mais →

Antigamente eu pensava que o Senhor só realizava milagres em resposta às preces dos santos, mas agora compreendi que o Senhor também faz milagres ao pecador, quando a sua alma se humilha; pois, assim que o homem aprende a humildade, o Senhor escuta as suas preces. Muita gente diz, por inexperiência, que tal santo fez um milagre, mas eu percebi que é o Espírito Santo que habita o homem quem realiza os milagres. O Senhor quer que todos sejam salvos e vivam eternamente com Ele, e é por isso que escuta as preces que o homem pecador lhe dirige para o bem dos outros eLeia mais →