O próprio Verbo, a Palavra de Deus, diz pela boca do Profeta Isaías que Ele tinha de Se manifestar no meio de nós – com efeito, o Filho de Deus fez-Se filho de homem – e de Se deixar conhecer por nós, que anteriormente O não conhecíamos: «Eu estava à disposição dos que me consultavam, saía ao encontro dos que não me buscavam. Dizia: “Eis-me aqui, eis-me aqui” a um povo que não invocava o meu nome» (Is 65, 1). […] É também este o sentido daquelas palavras de João Baptista: «Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão» (Mt 3, 9). Com efeito, depoisLeia mais →

A pregação da Igreja apresenta, sob todos os aspectos, uma solidez inabalável; permanece idêntica a si mesma e beneficia do testemunho dos profetas, dos apóstolos e de todos os seus discípulos, testemunho que engloba “o começo, o meio e o fim”, a totalidade do desígnio de Deus infalivelmente ordenada para a salvação do homem e pedra angular da nossa fé. Por isso, nós guardamos com cuidado essa fé que recebemos da Igreja… Com efeito, foi à Igreja que foi confiado o “dom de Deus” (jo 4,10) – assim como o sopro tinha sido confiado à primeira obra que Deus modelou, Adão (Gn 2,7) – aLeia mais →

A promessa feita anteriormente por Deus a Abraão manteve-se estável. Deus tinha-lhe dito, com efeito: «Ergue os teus olhos e, do sítio em que estás, contempla o norte, o sul, o oriente e o ocidente. Toda a terra que estás a ver, dar-ta-ei, a ti e aos teus descendentes, para sempre» (Gn 13,14-15). […] No entanto, Abraão não recebeu herança alguma durante a sua vida terrena, «nem mesmo um palmo de terra»; foi sempre um «estrangeiro e hóspede» de passagem (Act 7,5; Gn 23,4) […] Portanto, se Deus lhe prometeu a herança da terra, e se não a recebeu durante a sua estadia terrena, teráLeia mais →

A propósito de João Batista, lemos em São Lucas: «Será grande diante do Senhor, e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e a força de Elias, a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições» (1,15-17). A Quem proporcionou ele então um povo, e diante de que Senhor foi grande? Diante d’Aquele que disse que João era «mais que um profeta», e que disse ainda que, de «entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista» (Mt 11,9.11). Porque João preparava um povo, ao anunciarLeia mais →

O Senhor de todas as coisas deu aos seus apóstolos o poder de proclamar o Evangelho. E é através deles que conhecemos a verdade, isto é, os ensinamentos do Filho de Deus. Foi a eles que o Senhor disse: «Quem vos ouve é a Mim que ouve, e quem vos rejeita é a Mim que rejeita; mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou.» (Lc 10, 16). Porque nós só conhecemos o plano da nossa salvação através daqueles que nos fizeram chegar o Evangelho, não por outros. Este Evangelho foi, primeiro, pregado pelos apóstolos. Depois, por vontade de Deus, transmitiram-no na Escritura para queLeia mais →

Eis a regra da nossa fé, eis o fundamento do nosso edifício, eis aquilo que dá firmeza ao nosso comportamento. Em primeiro lugar: Deus Pai, incriado, ilimitado, invisível, Deus uno, criador do universo; é o primeiro artigo da nossa fé. Segundo artigo: o Verbo de Deus, Filho de Deus, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que foi revelado aos profetas segundo o género das suas profecias e segundo os desígnios do Pai; por meio de Quem todas as coisas foram feitas; no final dos tempos, para recapitular todas as coisas, dignou-Se encarnar, aparecendo entre os humanos, visível, palpável, para destruir a morte, fazer surgir a vida eLeia mais →