Saberás o quanto a cruz é um sinal do Reino? É com esse sinal que Cristo virá, aquando da Sua segunda e gloriosa vinda! Para que possamos avaliar até que ponto a cruz é digna de veneração, Ele fez dela um título de glória […]. Sabemos que a Sua primeira vinda se fez em segredo, e essa discrição estava justificada: veio, com efeito, procurar o que estava morto. Mas essa segunda vinda passar-se-á de maneira diferente […]. Então aparecerá a todos e ninguém terá necessidade de perguntar se Cristo está neste lugar ou naquele (Mt 24, 26) […]; não será preciso perguntarmo-nos se Deus estáLeia mais →

Que mistério novo e admirável! João não nasceu ainda e já fala através dos seus saltos. Ainda não apareceu e já profere anúncios. Ainda não pode gritar e já se faz ouvir através dos seus actos. Ainda não começou a sua vida e já prega a Deus. Ainda não vê a luz e já aponta para o Sol. Ainda não foi dado ao mundo e já se apressa a agir como precursor. O Senhor está ali: ele não é capaz de se conter, não suporta os limites fixados pela natureza, esforça-se por romper a prisão do seio materno e procura dar a conhecer antecipadamente aLeia mais →

(Jo 10, 11) Aquilo que principalmente atrai a benevolência do alto é a solicitude para com o próximo. É por isto que Cristo exige esta disposição a Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo». Jesus disse-lhe: «Apascenta os Meus cordeiros». Por que foi que, deixando de lado os outros apóstolos, Jesus se dirigiu a Pedro falando-lhe sobre eles? É que Pedro era o primeiro entre os apóstolos, o seu porta-voz, o chefe do seu colégio, de tal maneira que foi a ele, e não aos outros, que Paulo veioLeia mais →

Que fez, pois, o ladrão para receber em herança o paraíso, logo a seguir à cruz? […] Enquanto Pedro negava Cristo, o ladrão, do alto da cruz, dava testemunho Dele. Não digo isto para denegrir Pedro; digo-o para pôr em evidência a grandeza de alma do ladrão. […] Aquele ladrão, enquanto toda a populaça se mantinha à sua volta, acusando, vociferando, cobrindo-os de blasfémias e de sarcasmos, não lhes deu a menor importância. Nem sequer teve em conta o estado miserável da crucifixão que se erguia diante dele. Lançou sobre tudo isso um olhar cheio de fé. […] Virou-se para o Senhor dos céus e,Leia mais →

(1 Pd 1,11) Aproximando-se da morte, o Salvador exclamava: «Pai, chegou a hora, glorifica o teu Filho» (Jo 17,1). Ora a sua glória é a Cruz. Como poderia ele evitar aquilo que noutro momento solicita? Que a sua glória é a Cruz, ensina-o o Evangelho quando diz: “O Espírito Santo ainda não tinha sido derramado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado” (Jo 7,39). Eis o sentido desta palavra: a Graça não tinha ainda sido concedida, porque Cristo ainda não tinha subido à Cruz para pôr fim às hostilidades entre Deus e os homens. Na verdade, foi a Cruz que reconciliou os homens com Deus,Leia mais →

«Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: «Por quê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» Mas faziam troça Dele.» Assim nos ensina Jesus a não temer a morte, porque não é uma verdadeira morte: de agora em diante, não é mais do que um sono. E, como Ele próprio ia morrer, prepara os seus discípulos, ressuscitando outras pessoas, para que tenham confiança Nele e não se assustem quando Ele morrer. Porque, desde a vinda de Cristo, a morte tornou-se apenas um sono. No entanto, faziamLeia mais →

«Eis o Cordeiro de Deus», diz João Baptista. Jesus não diz nada; é João que diz tudo. O esposo tem por costume agir assim; ainda não diz nada à esposa, mas apresenta-se e realiza-se em silêncio. Outros o anunciam e lhe apresentam a esposa. Quando ela aparece, o esposo não a toma ele próprio, mas recebe-a das mãos de outrem. Mas logo que a recebe assim das mãos de outro, une-se a ela tão fortemente que ela não se recorda mais daqueles que deixou para o seguir. Foi o que aconteceu em relação a Jesus Cristo. Ele veio para esposar a humanidade; Ele próprio nãoLeia mais →

A cruz conquistou os espíritos no meio de pregadores ignorantes, e isso no mundo inteiro. Não se tratava de questões banais, mas de Deus e da verdadeira fé, da vida segundo o Evangelho, e do julgamento futuro. A cruz transformou, pois, em filósofos, pessoas simples e iletradas. Eis como: «a loucura de Deus é mais sábia que o homem, e a sua fraqueza, mais forte» (1 Co 1,25). Como é que é mais forte? Porque se propaga pelo mundo inteiro, porque submeteu os homens ao seu poder e resiste aos inumeráveis adversários que gostariam de ver desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nomeLeia mais →

Quando vos digo que imiteis o apóstolo Paulo, não pretendo dizer que ressusciteis os mortos ou que cureis os leprosos. Fazei melhor do que isso: tende caridade. Tende o amor que animava São Paulo, porque essa virtude é muito superior ao poder de fazer milagres. Onde há caridade, Deus-Filho reina, com Seu Pai e com o Espírito Santo, Ele que disse: «Onde estão dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles». Gostar de estar juntos é uma característica de uma amizade que, além de real, é forte. Haverá então, perguntareis, pessoas tão miseráveis, que não desejem ter Cristo no meio delas?Leia mais →