Para nos levar a amá-l’O mais ainda, Cristo deu-nos a Sua carne como alimento. Aproximemo-nos então d’Ele com muito amor e fervor. […] Os magos adoraram-n’O, esse pequeno corpo deitado na manjedoura. […] Ao verem o Menino, Cristo, numa manjedoura, debaixo de um pobre tecto, e não vendo nada  do que vós vedes, aproximaram-se d’Ele com grande respeito. Já não O vereis numa manjedoura, mas no altar. Já não vereis uma mulher que em seus braços O segura, mas o padre que O oferece; e o Espírito de Deus, em toda a Sua generosidade, plana sobre as oferendas. Porém, não só é o mesmo corpo queLeia mais →

Jesus não disse simplesmente: «Quero, fica purificado.» Fez mais e melhor: «Estendeu a mão e tocou-lhe.» Este é um fato digno de atenção. Dado que podia curá-lo por um ato da Sua vontade e pela palavra, porque lhe tocou com a mão? Pela única razão de mostrar, quero crer, que não era inferior mas superior à Lei; e também para mostrar que, dali em diante, nada é impuro para quem é puro […]. A mão de Jesus não ficou impura no contato com o leproso; ao invés, o corpo do leproso ficou purificado pela santidade d’Essa mão. Cristo veio não apenas para curar os corpos,Leia mais →

Este paralítico tinha fé em Jesus Cristo. Prova disso é a maneira como foi apresentado a Cristo. Desceram-no pelo tecto da casa. […] Sabeis que os doentes estão num abatimento tão grande e de tão mau humor, que frequentemente os bons cuidados que lhes são prestados os entristecem. […] Mas este paralítico está contente por ser retirado do seu quarto e por ser visto publicamente, atravessando com a sua miséria as praças e as ruas. […] Este paralítico não sofre de amor-próprio. A multidão cerca a casa onde está o Salvador, todas as passagens estão fechadas, a entrada pejada. Pouco importa! Será introduzido pelo tecto,Leia mais →

Na parábola do semeador, Cristo mostra-nos que a Sua palavra se dirige a todos indistintamente. Com efeito, tal como o semeador da parábola não faz qualquer distinção entre os terrenos, mas semeia em todas as direcções, também o Senhor não distingue entre o rico e o pobre, o sábio e o tolo, o negligente e o aplicado, o corajoso e o cobarde, mas dirige-Se a todos e, apesar de conhecer o porvir, pelo Seu lado empenha-se totalmente, de modo a poder dizer: «Que devia eu fazer que não tenha feito?» (Is 5, 4). […] Além disso, o Senhor diz este parábola para encorajar os SeusLeia mais →

Cristo pede-nos duas coisas: que condenemos os nossos pecados e perdoemos os dos outros, e que façamos a primeira coisa por causa da segunda, que será então mais fácil, pois aquele que pensa nos seus pecados será menos severo para com o seu companheiro de miséria. E perdoar não apenas por palavras mas «do fundo do coração», para que não se vire contra nós o ferro com que cremos trespassar os outros. Que mal te pode fazer o teu inimigo, que se possa comparar com aquele que fazes a ti próprio? […] Se te deixas levar pela indignação e pela cólera, serás ferido, não pelaLeia mais →

«Eu era estrangeiro, disse Cristo, e vós acolhestes-me» (Mt 25, 35). E ainda: «Cada vez que o fizerdes a um destes pequeninos é a Mim que o fazeis» (Mt 25, 40). Uma vez que se trata de um crente e de um irmão, mesmo que se trate do mais pequeno, é Cristo que entra com ele. Abre a tua casa, recebe-O. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta». […] Eis os sentimentos que devemos ter ao receber estrangeiros: a prontidão, a alegria, a generosidade. O estrangeiro é sempre tímido e envergonhado. Se o anfitrião não o receber com alegria, retira-seLeia mais →

O Senhor apresenta a seguir a imagem do fermento: […] da mesma forma que este fermento transmite a sua força à massa da farinha, também vós transformareis o mundo inteiro. […] Não levanteis objeções, dizendo: Que podemos fazer, nós que somos apenas doze, no meio de tão grande multidão? Aquilo que demonstrará o brilho do vosso poder será precisamente o facto de enfrentardes a multidão sem recuar. […] É Cristo que dá ao fermento o poder que ele tem: Ele misturou na multidão aqueles que tinham fé n’Ele, para que comuniquemos os nossos conhecimentos uns aos outros. Não Lhe censuremos, pois, o pequeno número dosLeia mais →

Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demônio, libertou a terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. […] A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a acta da nossa condenação, quebrou as cadeiasLeia mais →

O bem supremo é a oração, a conversa familiar com Deus. Ela é relação com Deus e união com Ele. Tal como os olhos do corpo são iluminados à vista da luz, assim a alma voltada para Deus é iluminada com a Sua inefável luz. A oração não é o efeito de uma atitude exterior, mas vem do coração. Não se limita a horas ou a momentos determinados, mas está em contínua atividade, de noite como de dia. Não nos contentemos com orientar o nosso pensamento para Deus apenas quando estamos em oração; mas quando outras ocupações – como o cuidado dos pobres ou qualquerLeia mais →

Cristo tinha dito ao jovem: «Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos» (Mt 19, 17). E ele pergunta: «Quais?», não para O pôr à prova, longe disso, mas por supor que o Senhor tem para ele, a par da Lei de Moisés, outros mandamentos que lhe proporcionem a vida; era uma prova do seu desejo ardente. Depois de Jesus lhe enunciar os mandamentos da Lei, o jovem diz-Lhe: «Tenho cumprido tudo isso»; mas prossegue: «Que me falta ainda?» (Mt 19, 20), sinal certo desse mesmo desejo ardente. Não são as almas pequenas as que consideram que ainda lhes falta alguma coisa, aquelas aLeia mais →