O Senhor Jesus quis que Moisés subisse sozinho à montanha, mas Josué juntou-se a ele (cf  Ex 24,13). Também no Evangelho, foi a Pedro, Tiago e João, de entre todos os discípulos, que revelou a glória da Sua ressurreição. Queria, assim, que o Seu mistério permanecesse oculto e avisou-os frequentemente de que não anunciassem facilmente o que tinham visto a qualquer pessoa, para que um ouvinte demasiado fraco não encontrasse aí um obstáculo que impedisse o seu espírito inconstante de receber estes mistérios em todo o seu poder. Porque até o próprio Pedro «não sabia o que dizia», pois acreditava ser preciso erguer três tendasLeia mais →

Esta montanha da Transfiguração é o sítio dos mistérios, o lugar das realidades inefáveis, o rochedo dos segredos escondidos, o alto dos céus. Foram aqui revelados os segredos do Reino futuro: o mistério da crucifixão, a beleza do Reino de Deus, a descida de Cristo quando da sua segunda vinda na glória. Sobre esta montanha a nuvem luminosa cobre o esplendor dos justos; os bens do tempo futuro realizam-se já. A nuvem que envolve a montanha prefigura o arrebatamento dos justos aos céus; mostra-nos já hoje o nosso aspecto futuro, a nossa configuração a Cristo… Enquanto caminhava no meio dos discípulos, Jesus tinha falado comLeia mais →

Foram três os escolhidos para subir à montanha, dois para aparecer com o Senhor. […] Sobe Pedro, ele que recebeu as chaves do Reino dos Céus, sobe João, a quem será confiada a Mãe de Jesus, e sobre Tiago, que será o primeiro a ascender à dignidade de bispo. Em seguida, aparecem Moisés e Elias, a lei e a profecia, com o Verbo. […] Subamos, também nós, à montanha, imploremos ao Verbo de Deus que nos apareça em todo o Seu esplendor e em toda a Sua beleza, que seja forte, que avance pleno de majestade e que reine. […] Pois, se não subires aoLeia mais →

Hoje é o abismo da luz inacessível. Hoje, no monte Tabor, a efusão infinita do relâmpago divino resplandece diante dos apóstolos. Hoje, Jesus Cristo manifesta-Se como Senhor da Antiga e da Nova Aliança […]. Hoje, no monte Tabor, Moisés, o legislador de Deus, o chefe da Antiga Aliança, assiste como um servo a seu mestre, Cristo, sendo ele o donatário da Lei. E reconhece o seu desígnio, a que outrora tinha sido iniciado por prefigurações; é o que significa, quanto a mim, ver Deus «por detrás» (Ex 33,23). Agora ele vê claramente a glória da divindade, abrigado «na cavidade do rochedo» (Ex 33,22), mas «esseLeia mais →

Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui». Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará então o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as Minhas mãos e os Meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as Minhas vestes e deitaram sortes sobre a Minha túnica»? (Sl 21, 17.19; Jo 19, 24). Quem realizará o anúncio do salmo: «Deram-Me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede»? (68, 22; Mt 27, 34; Jo 19, 29) QuemLeia mais →

Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte e mostrou-lhes, antes da Sua ressurreição, a glória da Sua divindade; deste modo, quando Ele ressuscitasse dos mortos na glória da Sua natureza divina, eles reconheceriam que Ele não recebera esta glória como recompensa dos Seus padecimentos, pois não precisava disso, mas que ela Lhe pertencia desde muito antes dos séculos, junto do Pai e com o Pai. Foi isso que Ele próprio disse ao aproximar-se a sua Paixão voluntária: «Pai, glorifica-Me com a glória que Eu tinha junto de Ti antes de o mundo ter sido criado» (Jo 17, 5). Foi esta glória da SuaLeia mais →

Jesus subiu à montanha com os três discípulos que escolheu. Depois foi transfigurado por uma luz fulgurante e divina, a ponto de as Suas vestes parecerem brilhar como a luz. Seguidamente, Moisés e Elias envolveram Jesus, falaram entre eles da Sua partida, que devia acontecer em Jerusalém, quer dizer, do mistério da Sua incarnação e da Sua Paixão salvadora, que devia concretizar-se na cruz. Porque é verdade que a lei de Moisés e a pregação dos profetas tinham mostrado antecipadamente o mistério de Cristo. […] Esta presença de Moisés e de Elias e a conversa entre eles tinha como objectivo mostrar que a Lei eLeia mais →

Outrora, no monte Sinai, o fumo, a tempestade, a escuridão e o fogo (Ex 19,16s) revelaram a extrema condescendência de Deus, anunciando que Aquele que dava a Lei era inacessível […] e que o Criador Se fazia conhecer pelas suas obras. Agora, porém, tudo está cheio de luz e de esplendor. Porque o artífice e senhor de todas as coisas veio do seio do Pai. Não abandonou a morada que Lhe pertencia, isto é, o seu assento no seio do Pai, mas desceu para estar com os escravos, tomando a condição de servo e tornando-Se homem na sua natureza e no seu comportamento (Fil 2,7),Leia mais →

«Uma voz dizia da nuvem: «Este é o Meu Filho muito amado, no Qual pus todo o Meu enlevo; escutai-O!»» (Mt 17, 5). São estas as palavras do Pai saídas da nuvem do Espírito: «Este é o Meu Filho muito amado, ele que é homem e que tem a aparência de homem. Ontem fez-Se homem, viveu humildemente entre vós; agora o Seu rosto resplandece. Este é o Meu Filho muito amado; Ele existe desde antes dos séculos. Ele é o Filho único do Deus único. Fora do tempo, foi eternamente gerado de Mim, o Pai. Não acedeu à existência depois de Mim, mas desde todaLeia mais →