Com o pensamento, vejamos Nosso Senhor Jesus Cristo sentado num trono de glória; a seu lado, encontram-se os serafins, os querubins e todas as ordens angélicas, que O servem com temor e tremor. Então, aqueles que tiverem concluído o combate sem se deixarem atrair pelas vantagens do século ou seduzir pelos encantos deste mundo ouvirão a voz bendita do Mestre: «Os justos brilharão como o sol» quando chegarem do nascer ao pôr do sol, do norte e do mar, e tomarem lugar no banquete, com Abraão, Isaac e Jacob (cf Mt 8,11), em alegria inefável (cf 1Pd 1,8), e o nosso Rei e Senhor distribuirLeia mais →

Encomendo a minha alma ao Criador, que é fiel (cf 1Pd 4,19), de quem «sou embaixador» (Ef 6,20), apesar da minha baixeza; porque Ele não faz acepção de pessoas e me escolheu para este serviço, para ser seu servo, eu que sou um dos seus «irmãos mais pequeninos» (Mt 25,40). «Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo?» (Sl 115,12). Que posso eu dizer ou prometer ao meu Senhor, visto não ter mais capacidades para além das que Ele próprio me deu? Que, por vontade de Deus, nunca me aconteça perder o povo que Ele formou para Si nos confins da Terra (cfLeia mais →

Está dito: «Em quem repousarei, senão naquele que é manso e humilde, e teme as minhas palavras?» (Is 66,2,LXX). Está claro, pois, que o Reino de Deus Pai pertence aos humildes e aos mansos. Com efeito, também está dito: «Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra» (Mt 5,4). […] A Terra é o estado e o poder, firme e imutável, suscitado pela beleza e a retidão dos mansos, porque eles estão sempre com o Senhor, comunicam uma alegria incessante, conquistaram o Reino preparado desde o começo e são dignos do lugar e da ordem do Céu, qual terra cuja localização no centro do Universo éLeia mais →

Meus bem-amados, eis o caminho pelo qual encontramos a salvação: Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote que apresenta as oferendas, o protetor e auxílio da nossa fraqueza (Hb 10,20; 7,27; 4,15). Por Ele fixamos o olhar no alto dos Céus; por Ele contemplamos, como que num espelho, a face pura e sublime do Pai; por Ele se abriram os olhos do nosso coração; por Ele, a nossa inteligência limitada e obscura desabrocha para a luz; por Ele, quis o Mestre dar-nos a saborear a sabedoria imortal, Ele que é «resplendor da glória do Pai […], tão superior aos anjos quanto superior ao deles é o nomeLeia mais →

O fato de o nascimento de João ser comemorado quando os dias começam a diminuir e o do Senhor quando os dias começam a aumentar tem um significado simbólico. Com efeito, o próprio João revelou o segredo desta diferença. As multidões tomavam-no pelo Messias em razão das suas virtudes eminentes, e alguns consideravam que o Senhor não era o Messias, mas um profeta, devido à fragilidade da sua condição corporal. E João declarou: «Convém que Ele cresça e que eu diminua» (Jo 3:30). E o Senhor cresceu verdadeiramente, porque, quando foi olhado como profeta, deu a conhecer aos crentes do mundo inteiro que era oLeia mais →

A quem te tirar a túnica, diz Cristo, dá-lhe também o manto; a quem ficar com o que te pertence, não lho reclames; e aquilo que quiserdes que os outros vos façam, fazei-o vós a eles (Mt 5,40; Lc 6,30-31). Deste modo, não nos entristeceremos, como pessoas a quem arrebatam os bens contra a sua vontade, mas, pelo contrário, alegrar-nos-emos, como pessoas que dão de bom grado, uma vez que faremos ao próximo um dom gratuito em vez de cedermos a uma pressão. E diz ainda: se alguém te obrigar a caminhar uma milha, caminha duas com ele; desse modo, não o seguimos como umLeia mais →

Foi o próprio Deus quem suscitou e engendrou a agapê e o erôs. Foi Ele próprio quem conduziu para o exterior, ou seja, para as suas criaturas, este amor que está nele. É por isso que está dito: «Deus é amor (agapê)» (1Jo 4,16), e também: «Ele é suavidade e desejo» (Cant 5,16,LXX), ou seja, erôs. Ele próprio é o Amado e Aquele que é verdadeiramente amável. Por isso, está dito que o erôs amoroso se expande dele e que Ele próprio, que engendrou o erôs, é verdadeiramente amável e amado, desejável e digno de ser escolhido: Ele põe em movimento os seres que velamLeia mais →

Que nada entrave a corrida daqueles que são, neste mundo, companheiros nesta vida evangélica; e, ainda que o caminho seja duro e penoso, avancemos com agilidade, mostremos uma alma corajosa e viril, ultrapassemos os obstáculos, passemos de carreiro em carreiro e de colina em colina, até subirmos à montanha do Senhor e nos estabelecermos no lugar santo da sua impassibilidade. Ora, os companheiros de viagem ajudam-se uns aos outros; por isso, como diz o apóstolo, «levai os fardos uns dos outros» (Gal 6,2), meus irmãos, e completai o que falta aos outros (cf 2Cor 8,14; Fil 2,30). À negligência que talvez reine hoje sucederá umaLeia mais →

O Espírito prometido pelos profetas desceu sobre o Filho de Deus feito Filho do homem (Mt 3,16) e acostumou-Se com Ele a habitar os homens, a repousar neles, a residir na obra modelada por Deus. O Espírito realizou neles a vontade do Pai, renovando-os e fazendo-os passar da sua vetustez à vida nova de Cristo. Foi este Espírito que David pediu para o homem, dizendo: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito» (Sl 50,14 LXX). Foi também este Espírito que Lucas afirma que desceu sobre os discípulos após a ascensão do Senhor, no dia de Pentecostes, comLeia mais →

O Senhor quis que nos alegrássemos, que rejubilássemos de alegria quando somos perseguidos (Mt 5,12), porque, com as perseguições, vem-nos também a coroa da fé (Tg 1,12); pois é nessa altura que os soldados de Cristo dão prova do que são e que os céus se abrem ao seu testemunho. Não pertencemos à milícia de Cristo para vivermos descansados e para repousarmos durante o serviço, sabendo que o Mestre da humildade, da paciência e do sofrimento pertenceu à mesma milícia antes de nós. E aquilo que nos ensinou, que Ele próprio foi o primeiro a cumprir e que nos exorta a cumprirmos também, Ele oLeia mais →