Deus todo-poderoso, Benfeitor, Criador do Universo, escuta os meus gemidos, pois corro perigo. Liberta-me do medo e da angústia; liberta-me com a tua força poderosa, Tu, que tudo podes. […] Senhor Cristo, rasga as malhas desta rede que me envolve com a espada da tua cruz vitoriosa, que é a arma da vida. Por todos os lados esta rede me envolve, me aprisiona e me tem cativo, para me fazer perecer; conduz ao repouso os meus cambaleantes e oblíquos passos. Cura a febre que me sufoca o coração. Perante Ti sou culpado, liberta-me da inquietação, que é fruto da invenção diabólica, faz desaparecer a escuridãoLeia mais →

Muitos são os que, pela penitência, se tornaram dignos do amor que tens pelo homem, Tu, que justificaste o publicano pelo seu lamento e a pecadora pelo seu pranto (Lc 18,14; 7,50), E, ao preveres e dares o perdão de acordo com imutáveis desígnios, Te mostras rico de todas as misericórdias (Ef 2,4). Converte-me também a mim, Tu, que queres que todos os homens se salvem! (1Tim 2,4) A minha alma enodoou-se ao vestir a túnica dos meus erros (Gn 3,21), Mas Tu me alcançarás a graça de fazer jorrar fontes dos meus olhos, A fim de que, pela contrição, seja purificado e digno dasLeia mais →

A vossa tarefa é angélica. Ainda temos de sofrer algumas dores e de nos mortificar um pouco, mas tenhamos paciência, pois eis que já se avizinha o fim e o termo da nossa vida, em que seremos conduzidos pelos santos anjos e gozaremos da alegria eterna, co-herdeiros, com todos os santos, dos bens que nos foram prometidos (cf Heb 11,9). […] É por isso que aceitamos desde já, e com paciência, o que nos acontece, pois receberemos em troca a felicidade eterna, tal como a infelicidade cairá em sorte aos que fazem o mal. Que o Céu nos poupe o sofrimento de ouvir dizer: «RecebesteLeia mais →

O nosso papel, que é também uma obrigação, é fazer de vós, na medida das nossas forças, objeto de todo o nosso zelo e dos nossos cuidados, pela palavra e pela ação, pelas advertências e os encorajamentos, pelas admoestações e as incitações, […] a fim de vos pormos ao ritmo da vontade divina e vos orientarmos para o fim que nos propomos alcançar: agradar a Deus. […] Ele, que é imortal, verteu o seu sangue de forma espontânea; Ele, que criou o exército dos anjos, foi manietado por soldados; Ele, que julgará os vivos e os mortos (cf At 10,42; 2Tim 4,1), foi levado àLeia mais →

A medida com que medes o teu corpo é aquela com que serás medido por Deus (cf Mt 7,2). As obras dos juízos divinos são a justa retribuição do que foi feito pelo corpo. […] Cristo dá a justa retribuição aos vivos e aos mortos, bem como às ações de cada um. […] A consciência é um verdadeiro mestre. Quem lhe obedece está sempre protegido de qualquer passo em falso. […] O Reino de Deus é bondade e sabedoria. Quem descobre uma e outra torna-se cidadão do Céu (cf Fil 3,20). […] Os corações endurecidos terão um juízo terrível, pois só a grandes penas aceitamLeia mais →

Não devemos ter vergonha da cruz do Salvador, mas gloriar-nos nela. «A linguagem da cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gentios», mas para nós é salvação. É loucura para os que se perdem e poder de Deus para os que se salvam (1Cor 1,18-24). Não foi apenas um homem que morreu, mas o Filho de Deus, Deus feito homem. No tempo de Moisés, o cordeiro afastou o anjo exterminador (Ex 12,23); pois muito mais «o Cordeiro de Deus que vai tirar o pecado do mundo» (Jo 1,29) nos libertou dos nossos pecados. […] Ele não deixou esta vida obrigado, não foiLeia mais →

A palavra de Deus, semelhante ao grão de mostarda, parece muito pequena antes de ser cultivada. Quando, porém, é cultivada adequadamente, torna-se tão grande que as razões nobres das criaturas sensíveis e inteligíveis repousam à sua sombra. Pois ela abarca a razão de todos os seres, mas não pode ser contida por nenhum deles. Por isso, quem tem fé como um grão de mostarda pode deslocar montanhas com a sua palavra, como disse o Senhor (cf Mt 17,20), ou seja, expulsar o poder que o demônio tem sobre nós e mudar o fundamento. O Senhor é um grão de mostarda, semeado em espírito, pela fé,Leia mais →

Ele é o cordeiro sem voz, o cordeiro degolado, Ele que nasceu de Maria, a graciosa ovelhinha. Ele é Aquele que foi tirado de seu rebanho para ser levado à morte, que foi morto ao cair da noite, que foi de noite amortalhado […], para ressuscitar de entre os mortos e para ressuscitar cada homem do fundo do seu túmulo. Foi portanto levado à morte. E levado à morte onde? No coração de Jerusalém. Porquê? Porque tinha curado os coxos, purificado os leprosos, dado a ver a luz aos cegos e ressuscitado os mortos (Lc 7,22). Foi por isso que Ele sofreu. Está escrito naLeia mais →

O grande Médico está perto. Ele tomou sobre Si as nossas doenças, curou-nos e continua a curar-nos pelas suas chagas (cf Is 53,5; Mt 8,17). Ele está presente e aplica remédios salutares, dizendo: fui Eu que feri e deixei ao abandono, serei Eu a curar (cf Dt 32,39). Nada temas, pois: quando cessar a minha cólera ardente, curarei de novo. Assim como a mulher não deixará nunca de ter piedade dos filhos do seu ventre, assim também Eu não te esquecerei, diz o Senhor (cf. Is 49,15). Se as aves espalham ternura pelas suas crias, se as visitam a todo o momento, as chamam, lhesLeia mais →

Porque te afliges? Repara: quando um homem tem as mãos pegajosas, basta um pouco de óleo para as limpar. Quanto mais te não purificará a piedade de Deus. Pois, assim como tu não tens dificuldade em lavar as tuas vestes, assim também, e mais ainda, o Senhor não tem dificuldade em te lavar de toda a mancha, ainda que todos os dias tenhas de passar pela tentação. Com efeito, quando dizes «Pequei contra o Senhor», tens imediatamente a resposta: «Os teus pecados estão perdoados», «Eu apaguei as tuas faltas, por Mim, não me lembrei dos teus pecados» (Is 43,25). Mas não te distancies, não teLeia mais →