Tu te manifestaste hoje ao universoe a tua luz, Senhor, nos apareceu.Por isso, nós te cantamos:«Tu vieste, Tu te manifestaste,Tu, a luz inacessível!…» Na Galiléia das nações, na terra de Zabulão,na terra de Neftali, tal com diz o profeta,Cristo, a grande luz, resplandeceu (Is 8,23; 9,1). Para aqueles que andavam nas trevasbrilhou uma grande claridade, que brotou de Belém:o Senhor, nascido de Maria, o Sol da justiça,envia os seus raios para o universo inteiro (Ml 3,20). Venhamos todos nós, os filhos de Adão, que estamos nus,revistamo-nos dele para nos aquecermos.Foi para vestir os que estão nus,para iluminar os que estão nas trevas,que te manifestaste, Tu,Leia mais →

A propósito de João Batista, lemos em São Lucas: «Será grande diante do Senhor […] e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, […] a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições» (1,15-17). A quem proporcionou ele um povo, e diante de que Senhor foi grande? Diante daquele que disse que João era «mais que um profeta», e que disse ainda que, de «entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista» (Mt 11,9.11). Porque João preparava um povo, ao anunciarLeia mais →

O anjo disse-lhe: «A tua súplica foi atendida». Se Zacarias acreditava que a sua oração seria atendida, rezava bem; se não acreditava, rezava mal. Chegara a altura de a sua oração ser atendida; contudo, ele duvidou. Foi portanto justificado que, a partir desse momento, tivesse ficado mudo. Anteriormente, ele rezava para ter um filho; no momento em que a sua oração foi atendida, mudou e disse: «Como hei de saber que é assim?» A sua boca duvidou da sua oração, e ele perdeu a fala. […] Enquanto Zacarias acreditava, falava; assim que deixou de acreditar, calou-se. Enquanto acreditava, falava: «Eu acreditei, por isso falei» (SlLeia mais →

Como podemos vencer o pecado, depois de ele se apoderar de nós? É necessário fazer violência; com efeito, está dito: «O homem arranca-se à perdição através da dor» (Prov 16,26, LXX), esforçando-se continuamente por chegar à santidade dos seus próprios pensamentos. Contrariar a violência com a violência não é coisa que esteja proibida pelas leis. Assim pois, se praticamos alguma obra de violência – ainda que muito reduzida – e se esperamos o poder que nos vem do alto, permanecendo em Jerusalém (cf. Lc 24,49), que o mesmo é dizer, em oração incessante e na prática das virtudes, um dia, essa obra exercerá em nósLeia mais →

Foste Tu, Senhor, que me fizeste nascer de meu pai e me formaste no seio de minha mãe (Sl 138,13); foste Tu que me trouxeste à luz como criança inteiramente nua, porque as leis da nossa natureza obedecem perpetuamente às tuas ordens. A minha vida e a minha existência não se devem à vontade do homem nem a um impulso da carne (Jo 1,13), mas à bênção do Espírito Santo e à tua graça inexprimível. Tu preparaste o meu nascimento com uma delicadeza que está para além das leis da nossa natureza. Fizeste-me nascer, adotando-me como teu filho (Gal 4,5), e inscreveste-me entre os membrosLeia mais →

Cada um de nós possui a energia manifesta do Espírito na proporção da fé que tem em si (cf Rom 12,6); deste modo, cada pessoa é intendente da sua própria graça, e quem tem boas disposições não poderá invejar outro que vê ser honrado por graças, dado que tem em si a disposição para receber os bens de Deus. É a medida da fé de cada pessoa que faz com que os bens de Deus permaneçam nela; pois é na medida em que cremos que nos é dado o fervor para agir. Assim pois, quando uma pessoa age, revela a medida da sua fé naLeia mais →

«A Deus nunca ninguém O viu. O Filho Unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O deu a conhecer» (Jo 1,18). O divino é inexprimível e incompreensível. «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar» (Mt 11,27), e também o Espírito Santo conhece aquilo que é de Deus. […] Mas, após este primeiro e bem-aventurado conhecimento divino, nunca mais ninguém conheceu a Deus, a não ser aquele a quem o próprio Deus Se revelou. […] Contudo, Deus não nos deixou na total ignorância,Leia mais →

A candeia que está no lampadário é Nosso Senhor Jesus Cristo, a verdadeira luz do Pai «que ilumina todo o homem que vem a este mundo» (Jo 1,9). Dito de outra forma, Cristo é a Sabedoria e a Palavra do Pai, que, tendo aceitado a nossa carne, Se tornou realmente e foi chamado a «luz» do mundo. Ele é celebrado e exaltado na Igreja pela nossa fé e pela nossa piedade, tornando-Se desse modo visível para todas as nações e brilhando para «todos os da casa», isto é, para o mundo inteiro, de acordo com as suas palavras: «Não se acende uma candeia para aLeia mais →

«Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: “Segue-Me”». Não o viu tanto com os olhos do corpo, quanto com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano, compadeceu-Se dele, escolheu-o e disse-lhe: «Segue-Me», isto é, imita-Me. Convidou-o a segui-l’O, mais que com os passos, no modo de viver. Porque «quem diz que permanece em Cristo deve também proceder como Ele procedeu» (1Jo 2,6). Mateus levantou-se e seguiu-O. Não devemos admirar-nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aosLeia mais →