«Exulta de alegria, filha de Sião!» (Za 9,9), alegra-te e exulta, Igreja de Deus, pois eis que o teu Rei vem a ti, eis o Esposo que chega, sentado num burro como num trono! Vamos depressa ao Seu encontro para contemplar a Sua glória. Eis a salvação do mundo: Deus avança para a cruz. Também nós, os povos, gritamos hoje com o povo: «Hosana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!» (Mt 21,9; Sl 118,26) […] A Igreja celebra um dia de festa à sombra de Cristo, oliveira carregada de azeitonas na casa de Deus (SlLeia mais →

«Jesus devia morrer […] não só pela nação, mas também para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» São Paulo afirma: «Nestes dias que são os últimos, Deus falou-nos por Seu Filho, a Quem considerou como herdeiro de todas as coisas» (He 1,2). Não quer esta frase dizer que o Pai considerou que todos os homens fazem parte da herança de Cristo? Ela é conforme à profecia de David: «Pede-Me e Eu te darei as nações por herança, e por domínio as extremidades da terra» (Sl 2,8). O próprio Senhor declara: «Uma vez elevado da terra, atrairei tudo a Mim» (Jo 12,32).Leia mais →

A morte, uma vez vencida pelo Salvador e fixada na cruz como que num pelourinho, será pisada por todos os que caminham em Cristo. Prestando homenagem a Cristo, estes zombam da morte, não lhe dão importância e repetem o que foi escrito sobre ela: «Morte, onde está a tua vitória? Inferno, onde está o teu ferrão?» (1Co 15,55; Os 13,14). […] Será uma fraca demonstração da vitória obtida pelo Salvador sobre ela que os cristãos, crianças e raparigas, desprezem a vida presente e se preparem para morrer em vez de renegarem a sua fé? O homem teme naturalmente a morte e a dissolução do seuLeia mais →

Os pobres no adro da igreja pedem esmola. Quanto dar? Cabe-vos a vós decidir; não fixarei montante, a fim de vos evitar qualquer embaraço. Comprai na medida das vossas posses. Tendes uma moeda? Comprai o céu! Não que o céu seja barato, mas é a bondade do Senhor que o permite. Não tendes moedas? Dai-lhes um copo de água fresca (Mt 10,42). […] Podemos comprar o céu e deixamos de o fazer! Por um pão que deis, recebereis o paraíso. Oferecei objectos de pouco valor, e recebereis tesouros; oferecei as adversidades, e obtereis a imortalidade; dai bens perecíveis, e recebereis em troca bens imperecíveis. […]Leia mais →

Como é grande e difícil de entender o mistério da nossa própria ressurreição! Anunciado por muitos textos da Sagrada Escritura, aparece sobretudo em Ezequiel, […] que diz: «A mão do Senhor desceu sobre mim; então, conduziu-me em espírito e colocou-me no meio de um vale que estava cheio de ossos […] completamente ressequidos. O Senhor disse-me: «Filho de homem, estes ossos poderão voltar à vida?» Eu respondi: «Senhor Deus, só Tu o sabes.» Ele disse-me: «Profetiza sobre estes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, ouvi a palavra do Senhor»» (Ez 37, 1-4). […] Que ossos serão esses, aos quais se diz «ouvi a palavra do Senhor»Leia mais →

«Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos» (At 1,15ss.), Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu zelo e dado que era o primeiro dentro do grupo, foi o primeiro a tomar a palavra [e] «disse: Irmãos, é necessário escolher de entre […] os homens que andaram conosco». Reparai como se empenha em que tenham sido testemunhas oculares; embora o Espírito Santo houvesse de vir depois sobre eles, dá a isso grande importância. «De entre os homens que andaram conosco, todo o tempo que o Senhor Jesus passou no meio de nós». Refere-se àqueles que viveram com Jesus eLeia mais →

No monte Tabor, Jesus mostrou aos Seus discípulos uma maravilhosa manifestação divina, como que uma imagem pré-figurativa do Reino dos Céus. Foi exatamente como se lhes dissesse: «Em verdade vos digo, alguns dos que estão aqui presentes não hão de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o Seu Reino» (Mt 16,28). […] São estas as maravilhas divinas desta festa. […] Porque é ao mesmo tempo a morte e a festa de Cristo que nos une. A fim de penetrarmos nestes mistérios com os discípulos escolhidos, escutemos a voz divina e santa que, como que do alto […], nosLeia mais →

«Apresentaram-Lhe um paralítico». São Mateus diz simplesmente que esse paralítico foi levado a Jesus. Outros evangelistas narram que foi descido por uma abertura no teto e apresentado ao Salvador sem nada pedir, deixando que fosse Ele a decidir sobre a cura. […] O evangelho diz: «Vendo Jesus a fé deles», isto é, dos que Lhe levaram o paralítico. Reparai que, algumas vezes, Cristo não faz caso nenhum da fé do doente: talvez ele seja incapaz dela, por estar inconsciente ou possuído por um espírito mau. Mas este paralítico tinha uma grande confiança em Jesus; de outra forma, como teria permitido que o descessem até Ele?Leia mais →

A vida dos mortais está cheia de armadilhas que nos fazem tropeçar, está cheia de redes de enganos […]. E como o inimigo teceu essas redes por todo o lado, e nelas apanhou quase todos os homens, era necessário que aparecesse Alguém mais forte para as dominar, as romper, e para trilhar o rumo àqueles que O seguissem. Eis porque, antes de vir unir-se à Igreja como Sua esposa, também o Salvador foi tentado pelo diabo. […] Ensinava desta maneira à Igreja que não seria por ociosidade e prazer, mas através de provações e tentações, que ela haveria de chegar a Cristo. Mais ninguém poderia,Leia mais →

Cristo reconciliou o mundo com Deus; por isso, certamente Ele próprio não teve necessidade de reconciliação. Com efeito, que pecado teria a expiar, se não cometeu pecado algum? Ao reclamarem os judeus as duas dracmas que deviam ser dadas, segundo a Lei, por causa do pecado, Ele disse a Pedro: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» Pedro respondeu: «Dos estranhos.» Então o Senhor disse: «Então, os filhos estão isentos. No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a bocaLeia mais →